Aquele campeonato distrital até nem começara da melhor maneira, com a equipa vitoriana, orientada pelo mítico Alberto Augusto, a ser derrotada por quatro bolas a duas na jornada inaugural em Famalicão.
Uma escorregadela que seria sanada com um percurso quase imaculado a partir daí e com destaque para aquele que será, provavelmente, o triunfo mais gordo de 103 anos de história: 20 a zero ao Vizela! Duas dezenas de golos sem resposta!
Como escrevia o jornal Notícias de Guimarães de 24 de Outubro de 1943, "o jogo não tem história, mas fica na História do Desporto Nacional pelo seu resultado extraordinário - um dos maiores senão o maior que se tem obtido em provas oficiais, com formações completas de início até ao final."
A verdade é que o início da partida, apesar da clara superioridade vitoriana, não parecia indiciar que o jogo fosse entrar para a história. "... Os vizelenses, animados por extraordinária vontade, conseguiram dar a impressão que não seriam tão bons de vergar como se esperava." Mas, seria Sol de pouco dura... depois de Brioso, aos oito minutos, ter aberto o activo, seria um "ver se te avias" de golos, ainda com o conjunto vitoriano a alinhar "com os reservistas Bravo, Oliveira e Martins”, e não chegar a "empregar-se a sério, mas demonstrou estar a encontrar a sua forma."
Deste modo, seriam dez em cada parte, num curioso "muda aos dez e acaba aos vinte", com algumas curiosidades. Deste modo, Zeferino só facturaria por duas vezes... mas fecharia a contagem quer na primeira parte, quer na segunda, apontando, por isso, o décimo e o vigésimo tento do Vitória.
Outro momento de destaque e, provavelmente, ainda recorde na história do clube, o número de golos apontados por Alexandre nessa tarde... numa marca que, se hoje em dia, fosse atingida por homens como Cristiano Ronaldo, Messi ou Haaland correria mundo. Foram oito tentos, num festim a que se juntaram Ferraz e Brioso com quatro cada um, Zeferino com os dois já referidos, e José Maria e Bravo que também se quiseram juntar à festa.
Por fim, realce para o melhor do lado do adversário: o guarda-redes, pois, "sofreu muitas bolas, mas defendeu muitas mais."
Era o Vitória, sempre, a mostrar a sua força...
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