A época de 2004/05 foi de mudança para os Conquistadores.
Uma mudança consubstanciada na aposta em nomes como Alex, Paulo Turra, Luiz Mário, que se juntaram a outros como Nuno Assis, Cléber, Romeu.
Nas contratações estava, também, Marco Ferreira que chegou do FC Porto nos últimos dias de mercado e que, de Rei ao peito, fez uma das melhores épocas da sua carreira, apontando três golos em 22 desafios disputados. Para isso, como confessou o antigo jogador em entrevista ao Expresso de 21 de Abril de 2018, muito contribuiu "a liberdade com responsabilidade" atribuída pelo treinador. E tal reflectia-se até na marcação e programação dos treinos. Com efeito. era comum perguntar aos atletas "o que que achas? Como é que vos sentis?". Inclusivamente, na marcação dos treinos questionava-os se "havemos de treinar mais às 4 ou às 5 horas?"
Mas, o técnico ia mais além. Assim, "no autocarro, ia connosco, jogava às cartas, um tipo bem-disposto." Por essa razão, "Conseguiu ganhar os jogadores com experiência e com algum nome, e a maneira de ganhar o respeito destes jogadores, foi assim. Foi ser um como nós. Ele parecia mais um colega do que um treinador e conseguimos os objectivos à conta disso."
Contudo, se isto parecia fantástico aos olhos do grupo, "o presidente não estava muito contente, não gostava muito deste relacionamento." Apesar disso, o mesmo não sairia abalado, pois, "mantivemos este relacionamento até ao fim." Aliás, "há uma altura em que ele o presidente estão menos bem, e agarrámo-nos ao treinador."
E, assim, os Conquistadores regressariam à Europa cinco anos após a última presença!
