Durante a maior parte do extraordinário percurso encetado pela equipa B vitoriana, fomos escrevendo que, talvez, faltasse um matador para materializar o jogo desenvolvido.
Porém, num processo constantemente evolutivo, haverá jogadores que demorem mais a aparecer, que o seu surgimento não ocorra em simultâneo com outros.
Isto a propósito de Miguel Vaz, a aposta de Gil Lameiras nos últimos jogos da fase regular da Zona Norte da Liga 3.
Ontem, frente à Sanjoanense, voltou a ser decisivo, como já houvera sido na Trofa, onde o seu golo valeu saborosos três pontos.
Agressivo ao choque, ganhou a bola ao defesa da Sanjoanense, para, preocupando-se com o colectivo, assistir Rodrigo Duarte para abrir o activo.
Depois seria a perfeição na conexão com Hugo Nunes. Assistido magistralmente pelo capitão, Miguel mostraria dotes de ponta de lança, apontando dois golos. No primeiro, mostrando rapidez e inteligência na demarcação para finalizar com frieza cínica e no segundo a surgir no local onde o avançado vive: a grande área.
Com 20 anos, parece estar a começar a piscar o olho à sua definitiva afirmação... e a verdade é que a formação de pontas de lança no Vitória será quase como proteger uma espécie em vias de extinção!
