O Vitória não conseguira o regresso imediato à Primeira Divisão na época de 1955/56. Por isso, iria ter de ficar mais um ano no segundo escalão do futebol português, numa missão desafiante e que, ainda não se sabia, ainda não seria nesse exercício que teria êxito.
Porém, no início dessa época de 1956/57, o entusiasmo era grande. Próprio dos adeptos vitorianos que sempre andaram com a equipa em braços, apoiando-a.... e sentindo saudades dela durante o período do defeso. Deste modo, como escrevia o jornal Notícias de Guimarães de 19 de Agosto de 1956, "andavam doidos de bola os adeptos do Vitória. Por isso, o campo da Amorosa encheu-se de gente, na passada Quarta-feira. Sobretudo a bancada, transbordava de público, como se dum jogo se tratasse."
Porém, os olhos não podiam residir em reforços, pois de relevo não existia algum. Com efeito, o fortalecimento da equipa era tido como dispendioso, sendo considerado como "mais eficiente, quanto melhores forem as possibilidades económicas, postas à disposição da Direcção para o efeito."
Tal preocupação era reforçada na publicação de 02 de Setembro do mesmo ano, no dia do início do Campeonato da Segunda Divisão, em que se assumia que o investimento efectuado na temporada anterior (e sem sucesso!) não poderia ser repetido, pois, "o Vitória somente pode revalorizar equipas de futebol consoante os seus rendimentos ou com a ajuda generosa de uns tantos Amigos do Clube" e estes "não podiam ser considerados um sorvedouro sem fundo."
Ainda assim, existia uma alteração. O treinador Fernando Vaz abandonara o clube, sendo substituído pelo argentino Óscar Tellechea, sendo considerado "com reputação igual à do anterior" e "nisso não se olhou para trás, fez-se com que à frente da colectividade houvesse um homem com credenciais de competência e disciplina."
Por isso, podia-se concluir que "O Vitória só pode ser verdadeiramente grande, quando tiver meios próprios para viver. Por isso, entendemos que a época que principal, deve ser sobretudo de revalorização associativa, e, simultaneamente, de saneamento económico..." Porém, ja se sonhava com o novo estádio, desejando-se que no final da época já pudesse ser utilizado. Contudo, tal como o sonho do regresso à Primeiro Divisão não se efectivaria nesse ano, mas demoraria muito mais do que esse objectivo...
Atendendo a estas dificuldades, ainda que com o entusiasmo vitoriano sempre presente e a amparar a equipa, o campeonato começaria com um empate a um perante o Gil Vicente. Mas isso, já será outra história...
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