ABASCAL, O MAIOR DOS TROFÉUS

Será um daqueles que entrará na história vitória graças a uma curiosa particularidade. Passou de homem cuja contratação suscitou dúvidas a líder incontestado pelo carisma e pela dedicação e pelo exemplo com que veste a camisola do Rei.

Na verdade, Rodrigo Abascal fará parte do rol de homens como Romeu no futebol, Paulo Cunha no basquetebol ou Pedro Azenha no voleibol. Homens que chegaram aqui com um passado, e esse jamais ninguém o poderá renegar, mas, facilmente, converteram-se à causa do Rei, representando-o tão bem quanto os melhores, os filhos dilectos, sentindo a camisola como se nunca tivesse conhecido outra e deixando a pele em campo.

Também por isso, talvez, o Vitória, segundo notícias saídas hoje a público, tenha recusado uma proposta proveniente da Turquia para a sua aquisição, assumindo-o como inegociável. Por muita necessidade que se tenha de dinheiro, há algo que valerá mais: o esforço, a coragem, o "antes quebrar que torcer", a tal garra charrua, aquela expressão uruguaia que descreve uma combinação de tenacidade, coragem, garra e espírito de luta inabalável, especificamente aplicada ao futebol., Simbolizará a capacidade de superar adversidades com força interior, mesmo quando em desvantagem, inspirada na resistência dos indígenas Charrúas.

Por isso, mais do que o Vitória poderia ganhar com a venda de um jogador que chegou há seis meses a custo zero, terá sido cogitado o que este poderá dar a ganhar transmitindo estes valores em campo aos jovens Conquistadores... e um líder com estes princípios deverá ser avaliado de modo superior do que o montante estimado pelo seu passe.

No fundo, aconteça o que acontecer até ao seu adeus ao Vitória, já merecerá figurar no rol dos homens citados no início do texto...e isso, será o maior dos troféus que poderia ter conquistado em Guimarães.

Postagem Anterior Próxima Postagem