COMO JOÃO AFONSO RECRIOU UMA VERDADEIRA HISTÓRIA D’ENCANTAR, ENQUANTO OLHAVA PARA UMA VIDA ALÉM FUTEBOL...

Na história vitoriana existem histórias belíssimas, capazes de irem para lá do futebol, do recinto de jogo... A de João Afonso, central natural de Castelo Branco, poderá ser assim definida.

Tendo feito a sua carreira no Benfica e Castelo Branco até aos 24 anos, terá pensado que a carreira de futebolista seria um complemento na sua vida, um meio de manter o amor pelo desporto-rei sem dele fazer vida. Por isso, continuou a estudar, conseguindo licenciar-se em Educação Física enquanto vestia a camisola do emblema albicastrense. Aliás, por isso, só assinou o seu primeiro contrato profissional enquanto jogador de futebol em Janeiro de 2014... seis meses antes de se comprometer com os Conquistadores, já com 24 anos, mas quando já se antevia que pudesse dar o salto para os mais altos escalões do futebol português.

Fruto da boa carreira do seu clube naquela temporada de 2013/14 no, então, Campeonato Nacional de Seniores, haveria de merecer a oportunidade da sua vida., sem sequer suspeitar que a mesma estava à espreita, à mão de semear. Estávamos no início de Junho de 2014 e a sua equipa iria jogar o play-off de acesso à Liga 2 com a equipa B Conquistadora, num duelo a duas mãos, a primeira a ser jogada em Castelo Branco e a segunda na Academia vitoriana.

O central exibir-se-ia nas duas contendas a um nível irrepreensível. Imperial no jogo aéreo e inatacável no posicionamento chamaria as atenções dos responsáveis do Vitória, ao ponto de se interessarem por ele. Aliás, como recordaram Ricardo António, o seu último treinador no clube de formação, e Miguel Vaz, com ligações a este emblema, mas ambos com passagens pela formação do Vitória, ao jornal O Jogo de 19 de Novembro de 2014, "em dois grandes jogos com o V. Guimarães B convenceu Rui Vitória", fazendo com que o conjunto vitoriano se antecipasse ao propalado interesse de Gil Vicente e Marítimo no seu concurso.

No Vitória partiria para o exercício de 2014/15 como quarto central, atendendo ao seu menor estatuto, atrás da previsível dupla de centrais que iria ser constituída por Moreno e Rodrigo Defendi mas também de Josué que cumprira o seu tirocínio na equipa B. Todavia, as lesões dos dois primeiros abriram-lhe a porta do onze titular e não desiludiria quem quer que fosse. Depois de se estrear à segunda etapa do campeonato de 2014/15 frente ao Penafiel, substituindo Moreno que se lesionara aos 22 minutos. Não mais perdeu haveria de perder o lugar, ao ponto de, depois de uma extraordinária exibição frente ao Sporting, ainda que toda a equipa estivesse a um nível superlativo e vencer por três bolas a zero, ser cogitada a sua partida por valores muito apetecíveis para o Vitória.

Tal nunca haveria de suceder, contudo. Além disso, algumas lesões como a que sofreu frente ao Marítimo na segunda metade dessa época ou outras que foi sofrendo durante a sua passagem no Vitória, que foi entrecortada por empréstimos ao Estoril na época de 2016/17 e na primeira metade da seguinte aos espanhóis do Córdoba, haveriam de impedi-lo de ir mais além.

Mas, mesmo assim, nesse percurso, outro facto merecerá realce. Mesmo já sendo profissional e no apogeu da sua carreira vitoriana haveria de conseguir concluir o mestrado na sua área com a nota de 18 valores, algo que mereceu ser notícia no Record de 03 de Julho de 2015, dando-se a conhecer o tema em estudo que foi "A Atividade Física e Desportiva das Atletas Sub-16 das Seleções Distritais de Futebol-7 de Diferentes Regiões de Portugal", foi o tema desenvolvido por João Afonso, que teve como arguente principal do júri o professor José Neto."

Uma história feliz e inspiradora de um homem que abandonou, definitivamente, os Conquistadores no final da temporada de 2018/19, depois de 68 jogos pela equipa principal do Rei...

Postagem Anterior Próxima Postagem