COMO DEFENDI VIVEU AS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS EM GUIMARÃES... QUE O DEIXARAM NO MÍNIMO SURPREENDIDO (PELA POSITIVA E PELA NEGATIVA)!

Rodrigo Defendi foi um dos nomes marcantes da história vitoriana na segunda década do século XXI.

Central com muitos quilómetros de andamento, que já houvera passado por Inglaterra e Itália bem como em bons clubes brasileiros, nele residia a esperança de fazer uma dupla de respeito com João Paulo naquela temporada de 2011/12.

Como o jogador contou em entrevista ao jornal Expresso de 09 de Julho de 2022, depois de ter regressado ao Brasil, para voltar a "ser o que era" depois de uma lesão em Itália, assinaria para jogar pela equipa B do Palmeiras com o objectivo de rapidamente subir à equipa principal. Contudo, tal não sucederia... e "fui para o Paraná Clube, joguei um campeonato estadual com eles". Seria aí, que surgiria a hipótese do Vitória, através do empresário Júlio Aguiar, ainda que Defendi,.como confessou na entrevista consultada, "Eu não conhecia muito, não acompanhava muito o futebol português. Foi tudo novo para mim, eu tinha ido a Portugal uma vez só, um ou dois dias."

Porém, a primeira impressão seria boa, pois, "achei tudo muito bonito e organizado, o Vitória tem uma estrutura muito boa. Fiquei bastante impressionado."

Mas, se a primeira imagem seria positiva, também haveriam de existir óbices, mesmo os mais inesperados, como, por estranho que pareça, a própria língua. Na verdade, "Quando cheguei fomos jantar, eu e o empresário, o Júlio. Fomos de táxi até à Penha, em Guimarães. O Júlio foi no banco da frente e eu atrás. Ele foi o tempo todo a conversar com o taxista e eu não entendi nada. No restaurante perguntei-lhe: "Vocês estavam falando dialecto?"; “Não,estávamos a falar português mesmo". Tanto assim era, que “Acho que fiquei um ano e meio sem saber o que eles falavam. Eles falavam "Oube lá, oube lá" porque trocam o "v" pelo "b". E eu pensava, caramba, o que é “oubelá, oubelá”?. Tive de perguntar mesmo.” Outras palavras causaram-lhe dúvida e surpresa como "miúdo", a "rapariga", "casa de banho", "pequeno-almoço" são palavras que não ouvimos muito no Brasil."

Mas, apesar do inusitado da situação, essa seria um mero pormenor, com o que haveria de suceder nos primeiros dias da sua estada em Guimarães. Falamos daquela improvável invasão ao treino, no dia de estreia de Rui Vitória, e em que os jogadores, com o marroquino Faouzi à cabeça, foram mais alvo do que outros e que o defesa brasileiro catalogou de "muito estranha." Ora, "os adeptos do Vitória invadiram o campo porque a equipa não estava muito bem. Mas aconteceu na estreia do Rui Vitória. Foi a apresentação do Rui Vitória com uma invasão de campo. Fiquei assustado porque nunca pensei que acontecesse também na Europa." Se a situação inesperada e incontrolável poderia causar medo, mais, ainda causou ao defesa, porque "eu acabara de chegar ao Vitória, fazia um mês que estava lá, só pensava que ia apanhar sem motivo porque tinha acabado de chegar."

Não apanharia e haveria de cumprir essa temporada e metade da subsequente, antes de partir rumo ao Botafogo, porque "Eu estava num momento de muito stress em Portugal pelo facto de não receber", atendo às dificuldades económicas que o Vitória vivia por aqueles anos.

Apesar disso, haveria de voltar aos Conquistadores na época de 2014/15, "porque o Rui Vitória convidou-me a voltar." Não seria feliz por causa de uma lesão e da inexpugnabildiade gerada pela dupla formada por Josué e João Afonso... mas isso, já será outra história!

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