Tinham sido quase 14 anos...
O Benlhevai fora durante esse período testemunha do constante desenvolvimento vitoriano, rumo a tornar-se na máxima potência do futebol distrital e cliente assíduo da Liga Nacional.
Porém, as preocupações referentes ao desenvolvimento do futebol português levaram a que as diminutas dimensões do recinto fossem consideradas insuficientes para os jogos do campeonato nacional, levando a que o Vitória se concentrasse na construção de um novo campo de jogos, que foi a Amorosa.
Porém, a despedida do mítico campo de jogos seria o retrato do sucesso vitoriano nesses anos, Assim, o Notícias de Guimarães de 02 de Dezembro de 1945, escrevia que "o Campo do Benlhevai teve no Domingo a sua última grande enchente - última, porque jamais terão lugar ali encontros oficiais, segundo está deliberado superiormente."
Apesar da nota do adeus, a despedida foi em grande... com um derby apaixonante entre os eternos rivais minhotos, que fez com que "de toda a região veio gente, ansiosa de presenciar a luta entre os velhos rivais do distrito." Apesar do jogo não ter sido brilhante, foi disputado com muito ardor (como todos entre Vitória e Braga), o encontro teve o resultado desejado: "... o triunfo certo e merecido dos vimaranenses, mas por margem escassa."
Seria o golo de Alcino, já na segunda metade da contenda, o último apontado no Benlhevai, "...dando-lhe mais uma vez o título de Campeão e garantindo-lhe de novo a entrada na Competição Maior - a ambição de tantos!"
O Benlhevai entrava na história, bem como a última equipa vitoriana aí apresentada: Machado;João, Garcia; Curado, José Maria, Luciano; Miguel, Alcino, Brioso, Arlindo e Franklim.
O Vitória ia, a partir desse momento, conhecer um novo período na sua vida, jamais deixando de lembrar com carinho a "caixinha de fósforos" do Benlhevai...
