EM CONTRAPONTO COM O LIRISMO, APLAUDAMOS O REALISMO DE GUSTAVO...

No lirismo utópico que se transformou a temporada vitoriana a partir de quarta jornada, destaque para o realismo, hoje, apresentado por Gustavo Silva.

Um cru realismo que fugiu dos lugares-comuns ou dos discursos alinhados que parecem recusar-se a ver a realidade... e que passará por um campeonato falhado e pela oportunidade de mais um apuramento europeu estar praticamente perdida.

Não seria o jogador a ter de assumir isso. Aliás, não lhe seria exigível até que fosse para além dos lugares-comuns, do irritante "enquanto for matematicamente possível".

Mas, Gustavo fez-se homem muito cedo. Homem com h grande, daqueles que aos 10 anos trabalhava para ajudar a família. Logo, não tinha medo... medo das responsabilidades, de olhar para as dificuldades e para as dores com os mesmos olhos que afagavam as poucas alegrias que tinha nessa altura!

Por isso, após mais uma desilusão, disse tudo o que lhe ia na alma, merecendo destaque o facto de ter assumido que a histórica conquista da Taça da Liga ficou manchada com um campeonato apagado. Em vez de dourar a pílula com ela, percebeu que a mesma perdeu brilho após ter-se falhado o objectivo principal da época e aquele que fez serem colocadas cabeças no cepo.

No fundo, Gustavo é um homem cujo a vida moldou e que não se compadece com a maquilhagem dos factos...é um homem de alma e espírito vitoriano como tantos que fizeram a história do clube. Sem palavras bonitas, sem ilusões, mas com os pés bem assentes na terra!

Postagem Anterior Próxima Postagem