No início dos anos 60, o grande objectivo do Vitória era claro: transformar o sonho do novo estádio numa realidade. O processo arrastava-se há anos, entre avanços e recuos, espelho das dificuldades financeiras e da morosidade típica destes projectos.
Mas houve um momento que ajudou e muito....
A 23 de Agosto de 1964, o Notícias de Guimarães anunciava aquilo que não era apenas uma ajuda, mas um sinal inequívoco de reconhecimento institucional: a Federação Portuguesa de Futebol atribuía ao Vitória um subsídio de 200.000$00, destinados ao estádio de Guimarães. Duzentos contos. Um valor que, à época, tinha verdadeiro peso estrutural.
E a Federação não se limitou a enviar o dinheiro. Fez questão de o entregar pessoalmente. O presidente Justino Pinheiro Machado, o vice-presidente Eng.º Paulo Tavares e o tesoureiro Melo de Carvalho deslocaram-se a Guimarães. Visitaram o estádio — onde a relva já era uma realidade — passaram pelo Paço dos Duques de Bragança e participaram numa sessão solene na sede do clube, onde o subsídio foi formalmente entregue. O dia terminou na Penha, num almoço, com intervenções públicas que sublinharam a importância do momento.
Isto não foi apenas um gesto financeiro. Foi uma tomada de posição.
A Federação reconheceu que o Vitória tinha dimensão, representatividade e importância no panorama do futebol nacional. Reconheceu que Guimarães merecia um estádio condigno. E agiu em conformidade.
Há decisões que aceleram obras. Outras que consolidam estatuto. Esta fez as duas coisas.
