DERROTA SURGE NA SEGUNDA PARTE...OS MIÚDOS NÃO MERECIAM, NEM MERECEM!

I - Em dois jogos tudo mudou... E, as questões da promoção da Liga 2, cada vez mais, deixam de fazer sentido, passando quase a ser desnecessárias cogitações, perguntas incómodas ou justificações atabalhoadas.

II - Na Amarante, com a base da equipa que tem actuado, com Tepe na extrema direita, Blanco na esquerda e Chico Dias que, ontem, foi conhecer o estádio da Luz, o Vitória até entrou de modo agradável na partida. A tentar jogar, a trocar a bola, a procurar assumir o jogo, como equipa plena de bons executantes que é.

III - E, durante a primeira metade da partida deu uns lampejos do que foi até há algum tempo. Articulada, organizada e a tentar jogar no campo todo, fez 45 minutos de nível muito agradável, cheirando, quase de imediato, o golo num tiro à barra de Rafael Alcobia. Demonstrava, acima de tudo, não temer o adversário a fazer um bom campeonato e, também, a tentar criar perigo. Para além disso, a beneficiar de uma arbitragem sempre a seu preceito como se percebeu no lance em que o juiz Rui Madeira apontou uma inusitada grande penalidade cometida por André Oliveira que, felizmente, foi revertida pelo VAR.

IV - O golo vitoriano acabaria por chegar graças a um belo tiro de Santi Verdi. Cada vez mais um jogador completo, cheio de talento, clarividência e com um remate merecedor de todos os elogios. Não se percebeu, por isso, a sua saída na segunda metade, quando continuava a ser dos melhores vitorianos, demonstrando, a cada passo, ser mais influente na equipa.

V - Apesar do Vitória ter chegado ao intervalo a vencer, a verdade é que em duas semanas muito mudou na jovem equipa Conquistadora. Não os jogadores, não o desejo de eles irem mais além, mas as diferenças notórias que ela experimentou. Gil Lameiras tinha os jogadores na mão. Conhecia as suas capacidades na sua totalidade e sabia como adaptar os posicionamentos perante os desafios. Agora? Bastou na segunda parte, o técnico da equipa da casa mudar o sistema e a incapacidade para continuar a realizar o que fora feito na primeira parte notou-se.

VI - Assim, este período do jogo do Amarante. O Vitória não teve bola, nem capacidade em criar perigo. Tornou-se dócil e previsível e as substituições em nada ajudaram. Só voltou a sentir-se alguma coisa de Vitória quando já perdia por duas bolas a uma, numa altura em que o Amarante preocupou-se mais em gerir o jogo.

VII - Sem querer criticar o novo treinador vitoriano que, certamente terá os seus méritos, quando se muda o que está (muito) bem existem riscos... quando se muda por quem não cumpriu os objectivos nos sub-19 ainda mais riscos existirão! Certamente, que os talentosos jovens vitorianos não mereciam isto, pelo seu talento e pela vontade que sempre demonstraram em ir mais além!

VIII - Segue-se a Académica na primeira jornada da segunda volta desta fase de promoção. Que estes jovens atletas continuem a honrar a camisola do Rei, dando tudo de si. Independentemente dos objectivos, merecem ser acarinhados e apoiados, pois, só tendo êxito, serão notados para darem passos em frente nas respectivas carreiras. Nunca com derrotas, desilusões, em que mais que réus, neste momento, serão vítimas.

IX - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE...

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