Chegou a Guimarães, no início da época passada, de mansinho...quase sem se dar por ele.
Proveniente do Wimbledon, Mathias Tepe, ainda muito jovem, já tinha uma história de vida que o fizera correr mundo. Apesar de nascer em Inglaterra, já houvera vivido em Singapura, para onde os pais se tinham mudado e onde começou a dar os primeiros toques na bola.
Daí, saltaria para Itália, para regressar a Inglaterra ao Wimbledon, onde se afirmou como lateral direito, o posto que assumia ser o seu quando chegou ao Vitória.
E, seria aí que começaria a sua aventura vitoriana. Forte fisicamente, percebia-se ser diferente dos demais jovens vitorianos, mais tecnicistas, mais apologistas do futebol rendilhado e apoiado, ao invés da potência física aplicada a preceito pelo inglês. Ainda assim, cedo se perceberia que seria aposta de Gil Lameiras, que, aos poucos, foi-lhe moldando uma polivalência que qualquer treinador não desdenharia.
Assim, este ano o lateral direito transformou-se em ala/extremo esquerdo, depois de já ter jogado nessa posição mais no seu lado de origem. Sem a capacidade técnica do parceiro do outro lado, Miguel Nogueira (mas quantos a igualam?), compensa isso com uma força e uma dedicação ao jogo absolutamente exemplar. Sempre ligado ao jogo, sempre disponível para subir e descer por aquele lado, demonstra-nos que uma equipa não se faz só de artistas de refinados recursos...precisa de operários qualificados e que, por vezes, pela sua alma e espírito combativo conseguem, também, produzir obras das quais se podem orgulhar... hoje, foi o dia, Mathias! Venham mais, iguais a este...
