JÁ NÃO SABEMOS O QUE DIZER MAIS SOBRE ESTES MIÚDOS...

I - Já não há adjectivos para estes putos.

A equipa B vitoriana transpira qualidade, assume sem medos a sua ambição e deixa os adversários quase asfixiados desde o primeiro minuto.

Fá-lo com qualidade, com um futebol de fino retoque alicerçada nos pés de jogadores à antiga como Verdi e Zeega, na técnica refinada de Miguel Nogueira, na força e pulmão de Tepe, na capacidade táctica de Rica Rocha ou na capacidade táctica de Rodrigo Silva capaz de ser defesa direito quando o Vitória defendeu e médio centro em movimento ofensivo.

II -Não se pense que estamos a hiperbolizar a exibição da jovem equipa vitoriana. A exibição foi mesmo muito boa. Provavelmente, das melhores que vimos fazer-lhe e já assistimos a momentos altos protagonizados pela equipa de Gil Lameiras. Mas, hoje, a superioridade foi tão clara, tão indiscutível perante um conjunto que tinha conseguido não perder na fase inicial contra o Vitória, que só podemos dar mérito aos vencedores...pois, o Varzim fez o que tinha feito nas outras duas partidas.

III - Com a mesma equipa que venceu em Santarém, desde o primeiro minuto, o Vitória disse ao que vinha. Com Rica a comandar, com Verdi e Zeega a pautarem o jogo e os extremos a voarem, previa-se que o golo seria uma questão de minutos. Zeega em extraordinária jogada esteve perto. Miguel Nogueira num centro remate manhoso obrigou o guardião varzinista a defesa de recurso. Até que chegou o momento... e quem mais do que Zeega para o marcar?

A cada jogo que passa, sentimos o quão perto estaremos de o ver a pautar o jogo ofensivo da equipa principal, a perfumá-lo com o toque que distingue quem tem algo de diferente...

 

IV - E se dos talentos dos quais se espera tudo tinha surgido o primeiro golo, o que dizer do golaço de Mathias Tepe quase logo de seguida. É verdade que o italo-inglês não tem os recursos técnicos de alguns dos seus companheiros de equipa. Mas tem uma força e um pulmão que vai fazendo encobrir essas lacunas. E o golo que deixou o Vitória tranquilo às portas do intervalo foi a prova disso... pulmão, força, diagonal para o centro e um tiro rasteiro, potente, ao poste mais distante e que momento bonito para aquecer a Academia!

V - Assim se chegou ao intervalo. Apesar das substituições para a etapa complementar levadas a cabo por Capucho, treinador do Varzim, o Vitória entrou em campo como saíra. Em jogada colectiva genial, Opara tentou levantar a Academia com um golo de calcanhar. Serviria um desvio varzinista para gorar-lhe os intentos, mas logo de seguida o móvel avançado nigeriano conseguiria escapar-se aos defesas poveiros para servir Tepe que, em mais uma diagonal, bisou e colocou o selo do triunfo no êxito...

VI - A partir daí, veio mais uma prova de maturidade vitoriana. Com o jogo bem encaminhado, importava geri-lo. Com a frieza dos grandes, conseguiu-se estar mais perto do quarto tento do que sofrer no último reduto defensivo. Isso, também, será marca das boas equipas, aquelas que são bem orientadas e que têm um conjunto consciente e conhecedor das suas capacidades... mesmo a faltarem homens que foram determinantes até há poucas semanas como André Oliveira, Hugo Nunes ou Gui Paula.

VII - Depois deste saboroso triunfo, segue-se a deslocação a Mafra no próximo Sábado pelas onze da manhã. Um jogo difícil, perante uma equipa com claras ambições em findar esta fase nos lugares de promoção.

Mas, com esta qualidade, há alguma razão para temer alguém? Depois do que temos visto, queremos crer que não!

VIII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE...

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