É verdade que esta equipa vitoriana ainda gera muitas dúvidas pelas profundas alterações que experimentou…
Que os seus líderes partiram todos e até o treinador, Luís Freire, que se acreditava ser capaz de conduzir a nau a bom porto, foi substituído por outro Luís, com menos experiência.
Além disso, esteticamente já apresentamos em outros anos um futebol esteticamente mais apelativo, mais rendilhado e de superior recorte técnico.
Porém, esta equipa, neste momento, merece todo o carinho dos vitorianos.
Porque muitos dos seus componentes estão a crescer em competição, aproximando-se daquilo que se espera deles.
Porque, pouco a pouco, vislumbram-se melhorias seja na interpretação do ataque continuado, seja na transição defensiva.
Além disso, para o cenário apocalíptico que se anteviu, a equipa está dentro de TODOS os objectivos. Na luta pelo quinto lugar, imposição de permanência do próprio presidente, no campeonato, nos oitavos de final da Taça de Portugal e no final four da Taça da Liga.
Por isso, e nós que somos tendencialmente de espírito crítico aguçado, não entendemos o que em alguns fóruns fazem à equipa do Vitória e aos seus jogadores. Em locais que deveria ser de exaltação Conquistadora e que se tornam antros de maledicência e de refúgio para os ódios de estimação.
Não somos os melhores do mundo… mas, estamos muito longe de ser os piores. É mesmo, com tantas dificuldades, com tantos especialistas a fazerem avaliações negativas de uma ponta à outra da equipa, foi preciso uma arbitragem à antiga para um certo novo-rico ficar com quatro pontos de avanço…
Por isso, numa altura decisiva, acreditemos na nossa malta! Estejamos com eles em força. Depois, no final da temporada, ou quando os objectivos falirem, sejamos críticos se tivermos de o ser… mas, acima de tudo, não sejamos os nossos piores inimigos.
E sim, isso, não é tapar o Sol com a peneira… é reconhecer o esforço e a dedicação de quem tudo tem feito para vencer e deixar-nos felizes!
