COMO ESTES MIÚDOS SERVEM PARA NOS INCHAR O PEITO DE ORGULHO, ENQUANTO MOSTRAM QUE ESTÃO FEITOS HOMENS...

I - Que orgulho! Que atitude! Frente a um Fafe, proveniente de um feito histórico que foi vencer o eterno rival vitoriano nos quartos de final da Taça de Portugal, o jovem conjunto vitoriano, orientado por Gil Lameiras, foi imenso, inesgotável, inquebrantável!

II - Regressando à sua base natural, os Conquistadores não tiveram vida fácil. Numa partida tida como decisiva, o jogo foi lançado em bases fechadas, assumindo-se o carácter da contenda como se de uma final se tratasse. Mais do que vencer, importava não perder, mas do que arriscar era imperioso não falhar!

III - E, assim, em vez de uma bela partida de futebol estivemos perante uma aguerrida pugna. Uma batalha inestética mas capaz de nos garantir que os miúdos vitorianos já são quase homens de barba rija, que nesta caminhada (acabe como acabar!) cresceram a olhos vistos e não temem aquelas "ratas velhas" com milhares de quilómetros nas pernas e cheios de manha na alma.

IV - E, se a primeira parte foi assim, a segunda, também, foi lançada nas mesmas bases. Contudo, haveria de abrir, sentindo-se que a balança poderia pender para qualquer um dos lados. E aí apareceu um herói: o guarda-redes Gui Cardoso que, ainda, com a partida a zero fez uma defesa absolutamente espantosa a negar o golo ao Fafe. Que voo sublime, pleno de reflexos, a dizer que a infelicidade do passado Domingo já estava esquecida!

V -E se atrás, o guardião garantia toda a segurança, à frente chegaria a jogada que haveria de decidir a partida. Envolvimento na esquerda, cruzamento milimétrico e uma cabeçada imparável de Miguel Nogueira. O Vitória colocava-se em vantagem, mas iria ter de sofrer!

VI - Aí, surgiu o espírito de sacrifício de toda a equipa. A humildade de Gil Lameiras a fechar a porta, quando teve de substituir o lesionado Fernando por Josemar, mais um defesa central. Mas, também, novamente Gui Cardoso numa defesa do outro mundo, a dizer que o dia era do Vitória!

VII - Terminaria a partida com um saboroso triunfo e com a certeza que para se chegar à fase final, "bastará" triunfar em casa da Sanjoanense. Era um prémio tão justo quanto merecido para uma equipa que não cessa de demonstrar que os seus componentes poderão ter futuro na equipa principal do Rei...assim seja!

VIII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE!

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