A força das bancadas! O décimo segundo jogador que leva a equipa ao êxito. Todas essas expressões fazem sentido na realidade vitoriana, mas naquele último jogo da digressão vitoriana por terras de África, a primeira vez que o clube saiu de Portugal, mais sentido terão tido.
Houvera sido um percurso invicto dentro de campo e cheio de charme e simpatia fora dele. O Vitória demonstrara-se um digno embaixador das terras de Guimarães, a todos honrando pelo modo com que se comportara.
Até que chegou aquele jogo na África do Sul, local, onde como o Notícias de Guimarães de 16 de Agosto de 1959 escreveu, "os jogos de futebol não têm policiamento", pelo que "estão sujeitos ao desencadear de paixões, principalmente quando a veia patriótica vibra." Seria isso que iria acontecer, pelo Vitória tocar os corações de quem o ama...
Na verdade, os Conquistadores mostraram novamente a sua classe. Estiveram a vencer por três bolas a uma a equipa da casa até dez minutos do final da partida, até que "uma arbitragem facciosa, nitidamente caseira”, transformou o confortável triunfo num empate a três.
Pior haveria de ser, quando "a dois minutos do fim, o faccioso árbitro quis marcar uma penalidade contra o Vitória dentro da sua grande área, verdadeiramente absurda e injusta...". Nunca haveria contudo de ser apontada! Com efeito, a massa afecta ao Vitória "entrou em grande quantidade pelo campo dentro, impossibilitando a consumação do erro do juiz de campo.” Por isso, com um grande burburinho, o tempo de jogo findaria e para evitar maiores problemas, a partida seria dada como finda, com um empate a três.
Os jogadores do Vitória, esses, "foram somente espectadores dos acontecimentos, divertindo-se até com eles, dado o seu ineditismo", ainda ficando em campo para receberem uma taça de prata entregue pela comunidade portuguesa.
Ainda dizem que os adeptos não ajudam uma equipa...
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