TONY STRATA A DAR NAS VISTAS... ATÉ NA IMPRENSA DO SEU PAÍS!

Os últimos bons jogos do Vitória têm permitido a alguns jogadores darem nas vistas.

Para além das defesas de Charles, da raça de Abascal, do pulmão de Beni, da capacidade de luta de Gonçalo, da técnica de Camara, do poder de explosão de Noah e dos golos de N'Doye, há outro elemento, surpreendentemente, a dar nas vistas.

Surpreendentemente, porque chegou a Guimarães quase de surpresa, sem sequer se esperar que o Vitória fosse reforçar a lateral direita e teve de cumprir um processo de adaptação que o fez cumprir algumas partidas na equipa B dos Conquistadores.

Porém, depois dos jogos da Allianz Cup e da extraordinária exibição frente ao FC Porto, poderemos dizer que Tony Strata tem tudo para se afirmar no onze dos Conquistadores, tornando-se num dos bons valores da equipa.

Mas, não somos os únicos a pensar assim. O jovem lateral, que, apesar de ter nascido em França, tem nacionalidade romena, o que lhe permite representar a selecção sub-21 dos Cárpatos, já mereceu a atenção da imprensa do país que o viu nascer.

E nessa entrevista, serão curiosas as suas declarações sobre a inesquecível final da prova vencida pelos Conquistadores, ao referir que "foi um jogo de loucos. Não éramos favoritos. Apesar disso..."

Depois disso, recordou a sua carreira, que não foi tão fácil como de outros atletas, jogando em clubes de dimensão inferior da área de Marselha, até surgir a oportunidade do Ajaccio com 17 anos e, com ela, a sua colocação como lateral.

Porém, o clube afundar-se-ia em problemas financeiros, afundando-se na pirâmide competitiva do futebol francês, levando-o a procurar outro caminho. Surgiria, assim, o Vitória, cujo projecto o seduziu, pois, "Não queria ir a qualquer lado que não me convencesse."

De imediato, ficaria seduzido, ainda que com algumas dificuldades naturais, já que "o início era complicado: reconhecer os sorrisos, a língua e tudo mais", ainda que todos o tivessem acolhido de braços abertos, pois "francamente, são loucos."

Afirmando-se no Vitória, apesar de "Aqui pedem-me para atacar. É mais físico, projectar-me, mas gosto disso.”, sonha em tornar-se internacional pela selecção que escolheu, por causa da sua mãe. Para isso, será necessário continuar a fazer jogos como os últimos, em que demonstrou ter argumentos de sobra para vestir a camisola do Rei.

 

 


 

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