COMO NUNO ASSIS, O HOMEM QUE LIDOU COM 40 ANOS DE HISTÓRIA VITORIANA, REGRESSOU PELA ÚLTIMA VEZ AOS CONQUISTADORES, AINDA QUE O EPÍLOGO DE UMA BELA HISTÓRIA DE AMOR NÃO FOSSE O ESPERADO...

Terá sido uma das histórias de amor mais marcantes dos últimos anos vitorianos... e um dos poucos jogadores a lidar com 4 presidentes, que juntos preencheram quase 40 anos da história vitoriana

Falemos, pois, de Nuno Assis, em especial da sua última aventura vitoriana. Nuno que chegou ao Vitória na época de 2001/02 com 23 anos, com Pimenta Machado como presidente do clube. Um jovem que se fez homem e um dos bons jogadores do campeonato no Berço, ao ponto de, a meio da prova de 2004/05, ter sido vendido ao Benfica, já era o clube liderado por Vítor Magalhães.

Contudo, ao contrário do que reza o velho ditado que manda não voltar onde já se foi feliz, haveria de regressar aos Conquistadores na época de 2008/09, pela mão de Emílio Macedo da Silva, para, em Guimarães actuar mais duas épocas antes de embarcar numa aventura na Arábia Saudita, ainda o país asiático não era o El Dorado financeiro que hoje é.

Porém, ainda haveria de regressar a Guimarães. Ao Vitória. Para uma última aventura, na época de 2011/12. Como escrevia o Notícias de Guimarães de 26 de Agosto de 2011, "a direcção do Vitória deverá abrir o livro para o jogador assinar nas próximas horas um contrato válido para as próximas duas temporadas."

Apesar de confessar que "tenho algumas propostas, e algumas são bem apetitosas", Nuno considerava o seu regresso como "vantajoso ao nível pessoal", pois preferia apostar na estabilidade familiar.

Ainda assim, haviam entraves que passavam pela cláusula de rescisão que o jogador tinha na Arábia "e posteriormente o salário do jogador”, ainda que este garantisse que "a minha proposta não é mais nem menos do que auferia aquando da minha passagem pelo Vitória", o que o fazia crer que "não acredito que seja por aí que o negócio não se faça."

Assim aconteceria, com o jogador a ser apresentado ao intervalo da partida contra o Atlético de Madrid, a contar para o Play-off da Liga Europa, sendo a fotografia desse momento a imagem que serve de ilustração a estas linhas. Porém, com o Vitória já a perder por três bolas a zero, esse momento não terá sido objecto do impacto que mereceria, ainda que os aplausos provenientes da bancada confirmaram a alegria dos adeptos em poderem voltar a contar com o Ratinho Atómico.

Não cumpriria, contudo, o contrato. Fruto das dificuldades financeiras em que o Vitória se afundou, só haveria de estar esse exercício nos Conquistadores, ainda que continuasse a ser determinante na equipa. Faria 28 partidas, apontando quatro golos, apontando o último dos seus 31 golos de Rei ao peito frente ao Paços de Ferreira.

No final da época, já com Júlio Mendes como presidente, no site oficial do clube haveria de ser dado conhecimento que "O Vitória acertou, esta sexta-feira, a rescisão do vínculo contratual com o atleta Nuno Assis. No âmbito da profunda reestruturação em vigor, a Direcção do Vitória deu mais um importante passo com vista à sua sustentabilidade financeira. Ao respectivo atleta, o Vitória deseja as maiores felicidades para o seu futuro pessoal e desportivo". O destino era Chipre, onde jogaria mais quatro épocas, até regressar definitivamente a Guimarães, a cidade que aprendeu a chamar de casa e onde, por 207 vezes, representou um dos seus maiores símbolos: o Vitória.

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