I - Não foi nada brilhante, como não tem sido nenhum jogo do Vitória na presente temporada. Porém, ao contrário do que tem acontecido, a equipa vitoriana conseguiu suster os ímpetos tondelenses, pese de ter sofrido muito... mais do que seria desejável e que, em outras condições, poderão significar dissabores.
II - No seu já tradicional 4-3-3, com Mitrovic e Nélson Oliveira a voltarem a ser chamados ao onze, a primeira parte vitoriana foi de absoluta impotência. Ivo Vieira conseguiu surpreender tacticamente Luís Pinto, mas, a verdade será outra e passará pelo facto da profundada remodelação levada a cabo no defeso depauperou a equipa Conquistadora de coragem, personalidade...e, acima de tudo, qualidade! E, pese as suas limitações que já nos levaram a questionar se será o homem certo no lugar certo, a verdade é que deverá ser desolador sentir tanta falta de soluções.
III - Na primeira metade, do Vitória só se viram camisolas brancas. Aquela camisola com o Rei no peito e que merece que por ela se movam montanhas, se abram oceanos, se torne o impossível em possível.
Nada disso aconteceu... a equipa Conquistadora, apesar das muitas lacunas que tem, ainda conseguiu viver 45 minutos de laxismo absoluto. Sem capacidade de criar uma jogada de ataque. Sem pressionar o adversário. A ver jogar. E a agradecer aos postes e à grande contratação desta época, o guarda-redes Juan Castillo, o facto de chegar ao intervalo igualado e não em desvantagem.
IV - Se a primeira parte foi atroz, verdadeiramente desoladora, percebendo-se mais uma vez o quão tão mal foi montado o plantel Conquistador, numa obra que nem gizada a olho teria tantas carências, a segunda pareceu começar melhor. Pelo menos, o conjunto vitoriano entrou com outra atitude, a pressionar mais alto, mais agressiva...
V - Não obstante isso, a verdade é que o Vitória apresentou outra das suas facetas da presente temporada que passa pela incapacidade em criar oportunidades, em rematar à baliza, em colocar desconfortável o último reduto... um redondo zero, com o Tondela a conseguir equilibrar o jogo e a voltar a ser mais perigoso.
VI - Temeu-se, nesse momento, que o jogo pendesse para equipa da casa. Castillo teve de fazer mais duas grandes defesas, confirmando que a baliza Conquistadora está em boas mãos por muito tempo. Outra bola beijou a barra da baliza vitoriana. Até que entramos nos últimos quinze minutos...
VII - E aí Luís Pinto foi feliz. As substituições, principalmente as de Gonçalo Nogueira e de Noah Saviolo foram decisivas. Principalmente, este último, que substituiu um novamente inconsequente Arcanjo, que já houvera desperdiçado as duas melhores (e únicas) oportunidades de golo vitorianas já nesse período. Um pisão sobre o jogador belga que, inicialmente foi admoestado com cartão amarelo, para o VAR reverter e dar grande penalidade, tornar-se-ia-a chave do jogo. Uma chave que Camara, com nervos de aço, saberia girar para abrir a porta do segundo triunfo fora de portas no presente exercício...
VIII - Realce para a coragem do VAR. Depois de ter prejudicado seriamente os Conquistadores na partida contra o Benfica ao não chamar o árbitro João Pinheiro para rever as imagens da agressão de Sudakov a Samu, hoje foi decisivo a corrigir a decisão de André Narciso. Porém, terá sido incompreensível como o juiz bem colocado, em cima do lance e, supostamente, concentrado, iria analisar o lance ao contrário...coisas que só acontecem ao Vitória!
IX - Triunfava o Vitória, de modo feliz e sem convencer. Mas, no final, o que contará são os três pontos. E, também, a sofrer ganham-se equipas. Ganha-se confiança e solidariedade. E, verdade seja dita, atendendo às lacunas do conjunto Conquistador estes êxitos serão como mel na sopa para ganhar-se tranquilidade... sem falar em objectivos finais, ao contrário do que foi feito a seguir ao jogo com o Arouca que em nada contribuiu para a equipa ter tranquilidade.
X - O campeonato parará duas semanas. Primeiro a selecção, depois o Mortágua para a Taça de Portugal, antes do AVS SAD. Que hoje tenha sido o início de um novo período Conquistador, em se, pelo menos, não há brilhantismo, existam pontos para escalar na tabela classificativa.
XI - VIVA O VITÓRIA...SEMPRE!
