Poderíamos colocar outro título...
Confessamos não ter encontrado algo mais sugestivo, porque a imagem quase que falará por ela, sem necessidade de legendas.
Estávamos na pré-temporada de 1981/82. Depois do quinto lugar do ano anterior, o Vitória, sob o comando de José Maria Pedroto, apresentava-se com esperanças, em, finalmente, conseguir o apuramento europeu que fugia há doze anos.
Para preparar os seus Conquistadores, o velho Mestre escolheu realizar o estágio... em casa! Na Penha, como a imagem documenta e como o jornal do Vitória de Agosto de 1981, complementou ao escrever que "tendo como cenário o majestoso mosteiro da Penha adornado pelo seu frondoso arvoredo, vemos o pelotão vimaranense a caminhar firmemente e com determinação bem lá no alto..."
Mas, para além disso, da imagem outros pontos se extrairão. Desde logo, a presença de António Morais, o adjunto, e que viria a tornar-se treinador principal da equipa na época de 1985/86, conquistando um meritório quarto posto, antes de falecer tragicamente, vítima de um acidente de viação quando se dirigia de férias para o Algarve, em 01 de Julho de 1989.
Além disso, o facto da imagem de Morais esconder o timoneiro Pedroto, deixando, apenas, à vista a sua imagem de marca, o seu inseparável boné, que haveria de levar a que fosse merecedor de uma curiosa alcunha: o Zé do Boné.
Por fim, a presença de uma das contratações que visara no ano anterior afirmar o Vitória entre os maiores do futebol nacional. No fundo, uma verdadeira confirmação das ambições existentes no clube. Falamos de Vítor Damas, um dos maiores guarda-redes de história do futebol nacional, e que regressara a Portugal, depois da aventura em Santander, pela porta vitoriana.
Uma imagem onde se escreve história...
