“ - Vai ser um Vitória à Vitória. Este público quer emoção, quer intensidade. Vamos ter isso. Tenho características de muitos treinadores com quem convivi. Não vou mentir se disser que a intensidade com que as equipas do Simeone jogam é uma das características que vou querer ter.”
Eram as promessas de Tiago Mendes, escolhido para assumir a liderança dos Conquistadores na temporada de 2020/21, em substituição de Ivo Vieira, que abandonara o comando da equipa principal do clube.
Tida como uma aposta surpreendente, ainda que o, então, presidente da direcção dos Conquistadores, Miguel Pinto Lisboa, garantisse ter sempre sido a escolha da SAD vitoriana, graças ao "seu caráter", à "sua personalidade", à "sua vontade de vencer", à sua "exigência” e ao "facto de ter trabalhado nos melhores campeonatos e com os melhores treinadores”. No fundo, um rol de predicador que fazia crer que, apesar de ser o seu primeiro trabalho, encontrava-se fadado para o êxito e para o sucesso.
Para não deixar margem de dúvidas quanto ao acerto da escolha, reforçaria as suas ideias, dizendo que “É uma aposta firme e convicta do Vitória Sport Clube. É um homem que vem da elite do futebol português e mundial. Reconhecemos no seu percurso características que casam na perfeição com a identidade do Vitória. O Tiago é um conquistador".
Seria um Conquistador, ainda a terminar o Nível IV de treinador, o que fazia o jovem técnico considerar estar a viver “um período complicado” e ao qual não conseguiria dar resposta. Com efeito, depois de três jogos, abandonaria o clube, sem que ninguém contasse… mas, isso, já será outra história.
