COMO CAMARA APROVEITOU AO MÁXIMO O TORNEIO DA PÓVOA PARA NOS CONVENCER

Ainda se vive uma fase muito precoce não da temporada, mas da pré-temporada.

O Vitória, orientado por Luís Pinto, ainda procura adaptar-se a um novo modelo de jogo baseado no 3-4-3, em que os alas projectam-se, os extremos buscam jogo interior e todos os elementos se envolvem no jogo.

Porém, para tais ideias terem êxito será necessário que exista uma maior lapidação do processo de transição defensiva, fazendo lembrar aquela velha frase que mais do que perder a bola, importa saber como a mesma é perdida.

Deste modo, na amálgama ideológica que, ainda, é o Vitória versão 25/26, podem-se ir destacando alguns nomes. Borevkovic continua o baluarte da defesa, Tiago Silva o maestro, Vando Félix está a voar na ala direita e dos novos Mitrovic parece já ter o curso de como ler o jogo e tratar a bola.

Porém, outro nome merecerá realce. Falamos de francês Camara, que chegou proveniente do Paris Saint-Germain. Com, apenas, 19 anos, será cedo para traçar-lhe o futuro, o destino...

Mas, há ali qualquer coisa! Não falamos da técnica que, sem ser exuberante, é colocada ao serviço do colectivo. Nem a capacidade de olhar para o colega mais bem posicionado e que, humildemente, prefere servir.

Mas, acima de tudo, a disponibilidade de ir ao chão... de procurar limar hipotéticas debilidades tácticas preenchendo a ala direita ou a esquerda indiscriminadamente. De correr sem qualquer objecção, sem receio de ir ao choque.

Tem 19 anos, passou pelas escolas de formação do actual campeão europeu, segundo a imprensa foi cobiçado por outros colossos europeus, mas parece que encara a aventura vitoriana como o apogeu da sua ainda curta carreira...e com uma vontade e dedicação que fazem-nos, quase, acreditar que veste a camisola do Rei desde que nasceu. Aliás, como poderia não ser assim, depois daquele pontapé de penalty? Com força, de raiva, com o desejo de vencer, como todos nós sentíamos, mesmo sendo o Torneio de Verão, mesmo nada definindo da época!

É, também, graças a este carácter que se chega ao topo!

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