" - Achava que o Vitória era um clube grande já antes de chegar aqui, mas depois de chegar vi que é um gigante. Sem dúvida que jogar a favor com estes adeptos é maravilhoso. Não quero jogar mais como adversário, espero só jogar a favor porque os adeptos são incríveis."
Foi assim que o guarda-redes Charles comentou a sua renovação contratual até 2027.
Realmente, estar no Vitória, sentir o Rei no peito muda a maioria das pessoas. Como tantos outros estanhos à cidade, Charles depressa se sentiu em casa. Mesmo a jogar pouco, tapado pelo capitão Bruno Varela, o guardião percebeu o quão especial é usar o Rei ao peito... algo que a maioria com facilidade sente pela força e carinho de uma cidade que anda com o Vitória e com os seus atletas ao colo.
E quando falamos em atletas falamos em muitos que, assumidamente, tinham outras cores. Pedro Azenha, o lendário distribuidor da equipa campeã nacional de voleibol, era portista assumido. Paulo Pinto, um dos maiores jogadores de basquetebol de clube também. O guarda-redes campeão de polo aquático nunca escondeu a sua preferência benfiquista. Mas, acima de tudo, sempre respeitaram o Rei... aliás, apesar das suas palavras, ninguém acreditará que Charles é vitoriano desde pequenino. Aprendeu a admirar um clube onde se sente confortável e feliz!
Por isso, é que estranhamos e muito o comentário que publicamos de um jovem mesa-tenista que actua de Rei ao peito! Um jovem vimaranense, natural de uma freguesia do concelho e que apesar de desenvolver a sua actividade desportiva no Vitória, teve a ousadia de se manifestar como a fotografia documenta nas redes sociais.
A bem do clube, só queremos quem se sinta bem nele. Que o orgulho de o representar seja superior a qualquer outro sentimento, porque no Vitória haveremos sempre, apenas, de querer quem nele está feliz e se sente bem! Como Charles, apesar de ter nascido a milhares de quilómetros de Guimarães e não numa freguesia concelhia ainda que limítrofe...

