É VERDADE... ESTE VITÓRIA NÃO É PARA VAIDOSOS, MAS NÃO DEIXA QUEM QUER QUE SEJA VAIDOSO!

I - Uma profunda desilusão, numa época em que a Taça da Liga camuflou todos os tiros ao lado.

Porém, talvez, já não se esperasse que o maior desaire do ano chegasse em Alvalade, perante um Sporting, supostamente, em quebra e com o Vitória que, teoricamente, estava num bom momento. Puro engano!

II - Aliás, a atentarmos o downgrade de qualidade na equipa vitoriana este ano, bastará dizer que contra os actuais cinco primeiros classificados do campeonato, o Vitória averbou um empate e nove derrotas! Mais do que isso, nesses jogos sofreu 27 golos e marcou 6. Números próprios de outras décadas, mas justificados pela equipa macia, inexperiente, quase sem voz de comando que este ano representou o Vitória. E hoje, percebeu-se... pode-se gostar mais de Luís Pinto ou de Gil Lameiras (e nós confessamos, achamos que podemos ter mais futuro com o segundo), mas o grande problema vitoriano não está no treinador. Nem com Guardiola ou Klopp seríamos felizes!

III - Pensava-se que em Alvalade os Conquistadores se apresentassem personalizados, tranquilos, a discutirem o jogo com felicidade, alegria. Puro engano! Desde o primeiro minuto, o Vitória foi uma equipa errante, a acumular erros, perdida em campo, desconcentrada. Em suma, um chorrilho de erros que começou, logo, aos 9 minutos, quando, na sequência de uma bola parada, com toda a linha defensiva a dormir, o Sporting chegaria ao primeiro golo.

IV - A partir daí seria um filme...de terror! Com o meio campo a não a apoiar a defesa. Co, esta muito subida, a permitir espaços infindos nas costas. A cometerem-se erros na reposição de bola, perdendo-a em zonas proibidas. E se nas primeira vezes, ainda o problema foi resolvido, foi desse modo que surgiu o segundo golo, com os jogadores sportinguistas a parecerem que estavam a jogar futebol de praia... sem que ninguém os apoquentasse. Em 24 minutos, o castelo (de cartas, na maioria duques) vitoriano ruía.

V - Porém, a partir daí e até ao intervalo seria o melhor período vitoriano. A discutir o jogo. Sem cometer tantos erros, mas sentindo-se que a defesa tremia por todos os lados. Miguel Nogueira podia ter reduzido, obrigando Rui Silva a grande defesa. Pensou-se que se o Vitória aguentasse até ao intervalo, poder-se-ia assistir a um jogo interessante na segunda metade.

Puro engano! Mais uma bola metida para as costas da defesa, Rivas a permitir Maxi Araújo embalar, depois a cometer o erro de principiante de ir à queima e golo! Se dúvidas houvesse quanto ao desfecho do resultado... acabam nesse momento.

VI - Na segunda metade, Gil Lameiras tentou remediar um dos erros iniiciais que cometera. Efectivamente, este era um jogo para Gonçalo Nogueira. Mais agressivo e com melhor capacidade de recuperação de bola que Diogo Sousa, seria um trunfo a ter em conta. E mal entrou, teve oportunidade para reduzir distâncias. Falharia!

VII - E quem não marca, sofre... a dobrar! Em dois golos que a defensiva vitoriana voltou a dar abébias impróprias de uma equipa de I Liga. Em que o ataque sportinguista desmontou com excessiva facilidade a defensiva vitoriana. Em que em meia dúzia de toques de desmontou a teia vitoriana. Em que não existiram compensações, apoios defensivos, parecendo todos perdidos em campo.

VIII - Chegar-se-ia ao quarto e ao quinto golo num imenso pesadelo que parecia não ter fim, só sendo atenuado por um caricato autogolo sportinguista. Parca consolação para uma noite de pesadelo, cinzenta e que, no fundo, será o retrato de uma temporada mal construída, plenos de equívocos e resultante numa equipa pouco competitiva e incapaz de ombrear com os mais fortes do futebol português. Desculpem o desabafo, mas com estes resultados, ninguém se sente vaidoso!

IX - Segue-se o Casa Pia no último jogo do campeonato. Que se honre o símbolo...

X - Seremos sempre orgulhosos de ser vitorianos. Mas queremos ser vaidosos pelos feitos do Vitória... não termos de ser humildes ao assistirmos a este processo de memorização do Vitória!

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