Foi a prova que o associativismo poderá ter um papel activo nas eleições do Vitória.
E que, sem se contar, podem surgir candidaturas válidas, com ideias bastante bem articuladas e desempoeiradas, longe dos lugares comuns que são mais do mesmo.
Foi isso que sucedeu nas eleições de 2007, com um candidato, na altura, muito jovem. André Pereira que, posteriormente, haveria de ter um papel relevante na vida do clube, resolveu abraçar o projecto mais sedutor da sua vida. Assumir-se, conjuntamente com a sua equipa, como uma pedrada no charco numa altura em que o clube estava a atravessar o deserto da II Liga e candidatar-se às eleições que deveriam escolher o líder que sucederia a Vítor Magalhães, após este ter anunciado que não tinha intenções de se recandidatar.
Com sede na Rua de Santo António, André disse na inauguração da sede de campanha da sua lista, uma frase para meditar. A aludir à suposta juventude da sua lista, "esta lista tem tanta credibilidade como as outras e esta sede é humilde como nós." No fundo, a certeza que todos os vitorianos têm o direito (e o dever!) de lutarem por um clube melhor, considerando para isso acontecer que "queremos devolver a alegria aos sócios e fazer deste um grande clube. Temos um projecto ambicioso e realista e queremos ser a voz dos 24000 sócios."
No dia das eleições ficaria atrás do vencedor Emílio Macedo da Silva e de Manuel Rodrigues (o outro candidato derrotado), mas deixaria uma lição importante: nunca perguntemos o que o Vitória pode fazer nós, perguntemos o que podemos nós (sempre!) fazer pelo Vitória...

