SERÁ QUE ONTEM, NA PÓVOA, FOI UM JOGO NORMAL?

A temporada está prestes a acabar...

Um ano com pontos baixos e com alguns pontos altos que, felizmente, merecerão sempre o nosso reconhecimento. Falamos da histórica conquista da Taça da Liga, a explosão de alguns jogadores e o belo trajecto da equipa B, com muitos meninos nados e criados na Academia e que nos fazem crer que serão parte relevante no futuro vitoriano.

Criada em 2012, para competir de imediato na Liga 2, em poucas alturas despertou tanto entusiasmo como na presente época. Talvez, na época de 2013/14, quando no jogo decisivo para o regresso à Liga 2, mais de 5000 pessoas encheram a Academia, para apoiarem a equipa contra o Benfica de Castelo Branco.

Atendendo a esse entusiasmo, e nunca esquecendo que o conjunto secundário vitoriano deverá sempre funcionar como elevador para a equipa principal, foram vários os momentos em que olhamos e vimos futuro nesta malta.

Porém, verdade seja dita. Se vimos futuro no bom sentido, também, sentimos que os jovens atletas Conquistadores sentiram e estão a sentir na pele o que é o futebol português. Que para se atingirem objectivos há que lutar contra tudo e contra todos. Lidarem contra todo o tipo de injustiças e contra interesses instalados que ocupam toda a pirâmide competitiva do futebol português, desde o escalão mais alto ao mais baixo.

Não obstante isso, não entendemos uma série de situações. Ontem, na Póvoa de Varzim, uma escandalosa arbitragem terá arruinado o sonho dos jovens jogadores do Vitória - e quase parece ser só deles - de fazerem história e subirem à Liga 2. Seria um prémio justo para aquela que é a equipa que melhor joga no campeonato, com mais qualidade e princípios de jogo distintivos.

Porém, ousamos sentir, e desculpem-nos se estamos enganados, que a esta equipa na fase de promoção terá faltado algum apoio. Não falamos, apenas, da promoção de Gil Lameiras (merecida e que ele tem justificado de modo claro), mas do modo de gestão da mesma. Mesmo na forma como o dito "elevador" tem funcionado.

Mas, pior do que isso, a forma de comunicar que tem sido levada a cabo na equipa. É verdade que o, ainda, presidente, António Miguel Cardoso assumiu na entrevista ao ZeroZero, ainda que tudo o que disse aí tivesse mudado à velocidade da luz, que dúvidas se seria bom a equipa ser promovida. Sabemos os prós e contras dessa possibilidade e aceitamos as duas posições.

Mas... já passaram mais de 24 horas de um dos maiores escândalos de arbitragem na presente temporada. Como já escrevemos ontem, o Vitória foi espoliado na Póvoa de Varzim ,sendo impedido de triunfar por um conjunto de decisões mais do que questionáveis da equipa de arbitragem, como um golo anulado, uma expulsão e um lance que seria cartão vermelho para o jogador varzinista e acabou como bola ao solo. Contudo, até ao presente momento, já nem falamos de uma manifestação, mas uma mera palavra de indignação se ouviu. Uma demonstração de atenção, vincando que o Vitória, seja em que categoria for, seja em que modalidade for, não é bombo da festa, nem os seus jogadores merecedores de verem o seu esforço reduzido a pó, ainda para mais sem que exista alguém a defendê-los.

Estes miúdos, pelo modo feliz como jogam futebol e pelos extraordinários espectáculos que nos proporcionaram, não mereciam essa desatenção e o jogo de ontem ter passado como mais um...

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