Terá sido uma das primeiras grandes figuras do Vitória.
Num tempo em que a imagem ainda não mandava, já ele era inconfundível. Uma presença marcante, impossível de ignorar.
Depois de uma breve passagem pelo Gil Vicente, Zeferino chega a Guimarães em 1935/36. Ficaria uma década. Dez anos a construir caminho: títulos distritais, a subida à Primeira Divisão e a primeira final da Taça de Portugal.
Mas há algo que o torna eterno.
O gorro. Sempre o gorro.
Mais do que um amuleto, tornou-se símbolo. Uma imagem que atravessou gerações e que ainda hoje permite reconhecer um jogador que poucos viram jogar, mas muitos sabem quem foi.
Capitão, líder, referência.
Em 1944/45, já no fim da carreira, a revista Stadium faz dele capa, algo raro, ainda mais para um “team da província”. Sinal claro de que o seu impacto ia muito além de Guimarães.
E não ficou por aí.
Já como treinador dos juniores, ajudou a lançar um jovem chamado Pedras, mais tarde uma das primeiras grandes vendas do clube.
Zeferino não é só parte da história do Vitória.
É uma das suas primeiras imagens de marca.
