QUANDO O RECONHECIMENTO POR QUEM TUDO DEU PELO VITÓRIA ESBARROU NUM PESADELO DO QUAL NÃO PARECIA SER POSSÍVEL ACORDAR...

    

Os indícios já não eram animadores...

O Vitória à entrada para aquela 21ª jornada do campeonato nacional 2005/06 encontrava-se no penúltimo lugar, só com o Penafiel atrás de si, num cenário terrível, dantesco, que ninguém acreditava como tal possível fosse acontecer.

Para tentar despertar a equipa, foi exortado a que os sócios comparecessem ao treino na véspera desse jogo, frente ao Belenenses, que deveria ocorrer na noite de Domingo, dia 05 de Fevereiro de 2006.

Assim, depois do treino em que mais de 3000 adeptos marcaram presença numa manifestação do mais puro amor, seguia-se a partida contra o Belenenses e que contava nos seus quadros com dois jogadores que nos anos anteriores haviam militado nos Conquistadores e que deixaram gratas memórias no clube. Falamos do médio sérvio Ivan Djurdjevic e do avançado português Romeu.

Com o Vitória a alinhar com Nilson; Vítor Moreno, Geromel, Cléber, Paíto; Svard, Neca, Wesley; Antchouet, Saganowski e Dário, como escreveu o Notícias de Guimarães do dia 10 de Fevereiro desse ano, "foram mais de dezassete mil as pessoas no apoio a uma equipa que se situa no décimo sexto lugar. Povo que não abdica de apoiar uma equipa que tem lutado..."

Uma equipa que tem lutado, mas cuja sorte virara de modo inelutável as costas. Na verdade, até aproveitando-se daqueles que eram vistos pelos vitorianos como filhos dilectos. Corria o minuto 42, com o Vitória a dominar mas sem marcar, "... um erro de Nilson dificultou o que já estava complicado. Na tentativa de adornar um lance, acabou por perder a bola e obrigar o ex-vitoriano Romeu a facturar." Um golo ácido, que o próprio jogador se recusaria a festejar, lembrando os bons anos que passara no Vitória e onde deixara saudades.

Porém, ao contrário de outras vezes, a equipa reagiria bem... ainda, antes do intervalo, Dário empataria a partida no único golo que apontaria no campeonato pelo Vitória. Tudo parecia ainda possível de ser resgatado...

A segunda metade da partida foi emocionante... mas, também, emocional! Na verdade, em cinco minutos, as emoções no D.Afonso Henriques atingiriam o apogeu. Primeiro, aos 58 minutos, a entrada em campo de Ivan Djurdjevic levou a que todo o estádio aplaudisse um homem que fora da casa até há bem pouco tempo. Os vitorianos sabem reconhecer aqueles que servem o clube com dedicação e orgulho e o sérvio será sempre um desses casos. Passados dois minutos desse momento comovente, assistido pelo guardião Nilson, o inevitável Saganowski colocaria o Vitória a ganhar. Porém, essa vantagem haveria de durar pouco menos de três minutos, graças à igualdade apontada por Rúben Amorim que atingiu "como um cubo de gelo as bancadas."

Apesar das várias oportunidades de um lado e de outro o resultado não haveria de se alterar... o Vitória continuava a viver um pesadelo e, desta vez, com duas caras que sempre respeitaram o clube do outro lado da barricada a presenciarem-no!

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