UMA PINHEIRADA E A NECESSIDADE DE REFLECTIR SOBRE ALGUNS ASPECTOS...

I - Já tínhamos avisado.

A nomeação de João Pinheiro era susceptível de causar apreensão. De nos fazer pensar que o pior poderia acontecer. Mas, talvez, não pensássemos que iria mostrar ao que vinha tão cedo!

II - Na verdade, depois do Vitória ter entrado melhor no jogo, com Diogo Sousa a mandar no meio campo, jogando e fazendo jogar, levando a oportunidades desperdiçadas, chegaria o elemento desequilibrador dos primeiros minutos.

III - Sim, falamos de João Pinheiro que numa bola dividida entre Gustavo e um jogador adversário vislumbrou uma grande penalidade sem qualquer dúvida. Algo que só provavelmente ele não teve… em suma, uma “pinheirada” demonstrando que as preocupações dadas a conhecer nesta página tinham razão de ser.

IV - Pensou-se que o Vitória iria sentir o toque. Puro engano! Praticamente na jogada seguinte, em mais um belo envolvimento, o Vitória haveria de empatar… com o defesa da equipa da casa a fazer o que os avançados vitorianos estavam a ser incapazes de fazer: facturar para o Vitória, igualando, de imediato a contenda.

V - Era a confirmação, apesar do modo mais inesperado, do bom jogo ofensivo vitoriano.

Contudo, o problema do Vitória não está no ataque. Está no seu último reduto, na insegurança e até ingenuidade que aí apresenta, sendo que o processo global defensivo, desde o início da época, demonstra carências. A equipa posiciona-se mal, os centrais tremem e sofrem pelas suas debilidades patentes e gritantes… mas, também, do modo global da equipa se colocar em campo.

E, assim, se explica a aterradora média de 1,47 golos sofridos por jogo… como uma equipa com ambições poderá apresentar estes números?

VI - E, quase sem ler nem escrever, o adversário chegou à vantagem. Num lance em que não existiu agressividade dos Conquistadores. Que deixaram os jogadores contrários manobrarem a seu belo prazer num espaço em que se exige raça, agressividade e morder os dentes…

Uma explicação cabal de como uma equipa profissional se coloca em desvantagem e se assume uma atitude masoquista perante o jogo.

VII - E, assim, se chegou ao intervalo, com a equipa a sentir o toque e a colocar-se a jeito de sofrer um tento que a afastasse definitivamente da partida. Não sucederia, provavelmente, nos únicos momentos em que o SC Braga foi superior ao Vitória.

VIII - Na segunda metade, o jogo foi lançado no mesmo prisma. Ainda que o Vitória pudesse ser mais assertivo e rápido na construção ofensiva, a verdade é que tinha o adversário manietado e até remetido ao seu último reduto. E seria sim que chegaria ao empate, graças ao golo que Gustavo Silva tanto procurava… jogada belíssima e a certeza que o jogo ainda estava em aberto…

IX - Todavia, o que já tinha acontecido após o empate a um, voltaria a suceder. Com a equipa completamente a ser apanhada em contrapé, com uma abordagem excessivamente macia a um lance que parecia inofensiva, foi permitido que a equipa da casa ganhasse uma vantagem numérica numa zona decisiva do terreno que a levaria ao terceiro golo.

X - Quem quer algo de um derby não se pode dar ao luxo de cair assim! Tentaria a equipa reagir, mas sem força e grande capacidade. Teria, ainda, no final duas oportunidades flagrantes, onde poderia e deveria ter sido mais feliz… mas, se houvera cedido na defesa, soçobraria no ataque… conformando a derrota.

XI - Segue-se o desafio contra o Alverca, numa altura em que importará, acima de tudo, estabilizar defensivamente a equipa. Além disso, somar o maior número de pontos possível em busca de um objectivo cada vez mais distante, ainda que tenhamos de lutar por ele até ao fim.

XII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE!

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