SANTIAGO VERDI, DEPOIS DE HANDEL, TEREMOS NOVAMENTE MÚSICA CLÁSSICA NO MEIO CAMPO VITORIANO?

Talvez estejamos a ser redundantes, por já termos gasto alguns dos adjectivos a qualificar Santiago Verdi por alturas do campeonato mundial de sub-17...

Mas, a verdade é que o jovem jogador vitoriano, sempre que entra em campo, consegue convencer-nos a verter mais umas linhas.

Com 17 anos e a actuar na equipa B dos Conquistadores, hoje, foi, novamente, um tratado de perceber e interpretar como deve desenrolar-se e ser lida uma partida de futebol. No fundo, poderemos dizer ter um descodificador na cabeça, capaz de simplificar os mais intrincados problemas, fluidificar o denso, tornando as ideias do onze claras, inequívocas e límpidas.

Na sua pose, espécie de melhor da turma capaz de colocar o professor a pensar com as suas dúvidas, sempre com aquele ar de miúdo bem comportado, incapaz de causar ebulição na sala de aula, assume o papel quase de cientista na organização que tem de ser uma equipa. Tal corresponderá a uma recuperação de bola e à imediata distribuição com inatacável critério. A encher o campo, defender e perceber os tempos ideais para avançar no terreno e criar desequilíbrios, como sucedeu no golo que hoje valeu o triunfo da equipa B em Santarém. E, acrescente-se, hoje no lugar de uma das grandes referências da equipa, o capitão Hugo Nunes, que vai piscando o olho à equipa A, Verdi disse estar presente para continuar a resolver as questões do meio-campo da equipa de Gil Lameiras.

Com apenas 17 anos, e por isso a merecer ser visto como um talento a lapidar, terá alguns pontos, assim, a limar como a força física e a resistência. Mas ninguém duvide, que está na forja um belíssimo jogador de futebol, com uma semelhança infinda com um dos últimos talentos saídos da formação vitoriana...um tal de Tomás Handel que, curiosamente, também tinha nome de compositor clássico e que dava música no meio campo vitoriano!

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