Geninho, Rui Vitória e Luís Pinto.
São estes os treinadores vitorianos que ganharam troféus nacionais seniores, sendo, por isso, merecedores de um lugar especial na história do clube.
Ainda assim, em posições diferentes, mesmo dependendo dos critérios de cada um. Com efeito, se Geninho só teve de disputar dois jogos para vencer a Supertaça Cândido Oliveira, nem sequer tendo contribuído para os Conquistadores terem chegado à final da Taça de Portugal na temporada anterior, Rui Vitória teve de disputar seis partidas, vencendo duas no desempate pelos pontapés de grande penalidade, ganhando o derby do Minho e batendo o Benfica na final.
Ou seja, apesar de estarem para sempre na história do Vitória, tiveram caminhos substancialmente diversos para lá chegarem.
Diferentes, também, no modo como acabaram as respectivas histórias com os Conquistadores. Na verdade, se Geninho, após uma terrível eliminação da Taça de Portiugal perante o Vasco da Gama de Sines e seis jogos sem triunfar foi demitido, Rui Vitória na época subsequente ao triunfo na Taça da Portugal, apenas conseguiu triunfar por três vezes na segunda volta do campeonato, mas manteve o lugar para a temporada seguinte.
Cabe, agora, à administração vitoriana decidir se pretende fazer de Luís Pinto, o "seu" Geninho ou o "seu" Rui Vitória... lembrando que, curiosamente, em qualquer uma das duas opções, na época subsequente, os Conquistadores conseguiram classificar-se para as provas europeias.
Tem a palavra quem manda mas, também, os próximos resultados vitorianos, não fossem eles uma verdadeira ditadura...
