COMO SEMPRE LUTAREMOS CONTRA A BANALIZAÇÃO DO VITÓRIA, SENDO QUE TEM QUE SER MAIS DO QUE "ISTO"!

I - O balão de oxigénio proveniente do histórico triunfo na Taça da Liga esvaziou-se definitivamente.

Os Conquistadores, desde que festejaram nesse dia 10 de Janeiro, apenas, triunfaram por uma vez nos quatro desafios subsequentes, no derby concelhio. Pior do que isso, tal como no Estoril, voltaram a desperdiçar uma vantagem ao intervalo, demonstrando um sem número de inseguranças que não são compatíveis com um conjunto que diz ter objectivos altos.

II - Porém, o Vitória até começou bem o jogo. Com os seus elementos dinâmicos, agressivos, mas, também, a beneficiarem do vento, os Conquistadores foram capazes de empurrar o Arouca para o seu último reduto.

Assim, dominavam a partida, acercavam-se da baliza e pressentia-se o que haveria de acontecer... o golo de Noah Saviolo, já depois do mesmo estar eminente.

III - E se tal parecia a chave para desbloquear a partida, o segundo tento apontado por Camara deu a entender ser a confirmação de uma noite feliz, para gáudio daqueles que cada vez mais são o bastião da essência do que é ser Vitória: os adeptos.

Porém, sentia-se que o desafio na segunda parte seria diferente, até pelo facto de o vento passar a ser também um oponente, pelo que caso se conseguisse chegar ao terceiro tento seria ouro sobre azul...

IV - Mas, do nada tudo mudaria. Uma terrivel desconcentração de Miguel Nóbrega num lançamento longo da equipa arouquense, permitiria que o avançado contrário se isolasse para reduzir pouco antes do intervalo. Em alta competição, momentos como este não podem sucede! Quem quer atingir os altos objectivos que foram assumidos, tem de ter mão de obra qualificada para a conseguir... principalmente nos lugares mais essenciais de uma equipa e esses parece-nos óbvios quais são.

V - Com o árbitro a apitar para o intervalo pairou o fantasma do Estoril. A atitude laxista que levou a uma dura derrota e tal haveria de ser confirmado com o Arouca a igualar a partida quase logo no início da segunda metade na sequência de um pontapé de canto.

Uma desconcentração colectiva, atendendo ao facto de uma equipa profissional não se poder dar ao luxo de permitir que o avançado contrário cabeceasse sem oposição para o fundo das malhas de Charles.

VI - Mas, verdade seja dita. Luís Pinto, apesar das críticas à equipa, terá de fazer um exercício de introspecção. As suas substituições em nada favoreceram a equipa. Com efeito, se com Mitrovic em campo o meio campo pareceu apresentar dificuldades nas transições defensivas, abrindo verdadeiras crateras na zona central e permitindo espaços infindos para o adversário, as demais demonstraram pouco critério para dar a volta ao texto.

VII - E, a confirmar a nossa constatação sobre o novo desenho do meio campo vitoriano, que apresentou dificuldades nas transições defensivas, a facilidade com que o Arouca conseguiu chegar de frente para a área vitoriana, com o seu jogador a rematar sem qualquer oposição para a defesa incompleta de Charles. Com a defesa lenta a reagir, surgiria assim o golo do triunfo arouqense.

VIII - Pela primeira vez na sua história, o Arouca iria vencer o Vitória em casa. Mais uma vez, o Vitória era indolente no modo como encarou o jogo. Mais uma vez, confirmou-se, e custa-nos escrever isto, que alguns dos seus jogadores não têm qualidades para vestirem a armadura do Rei. Mais uma vez confirmou-se que Luís Pinto tem dificuldades claras em gerir o jogo a partir do jogo e a sua leitura da equipa para a realização das substituições é pouco mais do que primária, parecendo retirar força à equipa em vez de dotá-la de mais argumentos, Mais uma vez, provou-se que o único grande momento de felicidade que esta época, provavelmente, terá foi mais fruto do alinhamento improvável de todos os astros do que qualquer outro factor.

IX - Segue-se, agora, o Estrela da Amadora no D.Afonso Henriques. Confessamos que, atendendo a estes resultados, temos dificuldades em definir os objectivos para o que resta da temporada. A Europa está cada vez mais longe e os oponentes directos parecem estar com mais ritmo do que o Vitória, o que poderá levar a mais um ano com o clube afastado dos lugares dignos dos seus pergaminhos.

Assim, o que restará? Provavelmente, dar oportunidade a mais alguns jovens., para o ano, assumirem sem medo o seu papel e olhar-se para eles e observar-se "futuro"...

X - VIVA O VITÓRIA, e todos aqueles que com o seu suor e abnegação nos fizeram ter orgulho do seu esforço...

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