Naquela época de 2008/09, no Paços de Ferreira, brilhava Rui Miguel. Um médio ofensivo formado no Académico de Viseu, que já vivera uma aventura estrangeira na Polónia, ao serviço do Zaglebie Lubin, e que na Capital do Móvel ia encantando.
Por isso, suscitou interesse em vários clubes, sendo que o coração dele, como confessou em entrevista ao Grupo Inquieta desde criança sempre foi um apaixonado pelo Vitória, tendo boas memórias de jogos da equipa, como o inesquecível desafio contra o Parma, quando, com 12 anos, em Seia, a sua cidade natal, vibrou com os feitos de Vítor Paneira, Ricardo Lopes, Capucho e companhia.
Lançado na Primeira Divisão por Manuel Cajuda na Naval teria o seu baptismo no D.Afonso Henriques, quase a indiciar que o seu destino haveria, um dia, de se entrecruzar com a equipa que, desde sempre, tivera lugar no seu coração.
Porém, seria naquela época de 2008/09, ao serviço dos Castores, onde cantava as músicas das claques Conquistadoras no balneário pacense, que a proposta de sonho haveria de chegar, ainda por intermédio de Manuel Cajuda, o homem que o lançara e nessa altura, ainda, treinador vitoriano.
Não seria com ele que haveria de trabalhar, mas, logo na apresentação, entraria no coração de todos ao afirmar que "O meu empresário foi abordado pelo Sp. Braga, mas, quando surgiu o V. Guimarães, disse logo que preferia vir para cá. É um sonho que tinha desde miúdo. Depois dos três grandes, vinha logo o Vitória."
Apesar do sentimento que queria transparecer, ouviria de imediato que o Vitória era o número 1... e, nos dois anos, que levou o Rei no peito interpretou à letra esse preceito. Tanto que todos hoje, ainda, recordam a alma que punha em cada lance, a raça em cada bola dividida, não fosse um vitoriano a defender o seu clube dentro de campo! e como, a imagem comprova, chorou como todos nós, quando no seu último jogo, o sonho da conquista da Taça de Portugal se esboroou dolorosamente!
