COMO APÓS UM TERRÍVEL ARRANQUE, O VITÓRIA, FINALMENTE, ACERTOU AGULHAS....

Aquele arranque de temporada de 1966/67 fora terrível.

As partidas de Djalma, cedido ao FC Porto, e de José Morais pareciam dar a entender, como escrevia o jornal Notícias de Guimarães de 16 de Outubro de 1966, "ninguém mais sabia rematar, estava perdida a arte de chutar ao golo." Além disso, o avançado contratado, Campinense, já suscitava dúvidas o que o levava a merecer artigos a analisar o seu frágil rendimento.

Como consequências desses factores, o arranque vitoriano seria muito difícil. perdendo os três primeiros jogos desse exercício, sendo que duas partidas ocorreram em casa, frente ao Benfica e ao Belenenses, com uma derrota no Estádio do Bonfim perante o homónimo sadino no meio destas.

Assim, aquela partida em Aveiro frente ao Beira-Mar era determinante para a equipa orientada pelo francês Jean Luciano começar a somar pontos. Era, pois, determinante que o onze composto por Roldão; Gualter, Joaquim Jorge, Manuel Pinto, Daniel; Peres, Silva; Bomba, Campinense, Lázaro e Mendes desse uma resposta à temida crise, vencendo.

E, assim, felizmente seria. Como o periódico consultado nos dá a conhecer, " Em Aveiro, o Vitória reabilitou-se pelo resultado e pela exibição.", chegando-se mesmo a escrever que os Conquistadores tinham jogado muito melhor do que em muitos desafios do exercício anterior, onde tinham conquistado um belíssimo quarto posto.

A ajudar a essa tarde feliz, "... as alterações introduzidas na equipa - todas elas bem sucedidas, o que não é muito vulgar - contribuíram para a subida de rendimento da equipa. Silva no meio campo com uma actividade incansável e com decisão que esteve na base de muitos lances entregues ao seu ataque; Bomba e Lázaro actuando como extremos junto à linha e segurando a bola por forma a criar o tempo e o espaço da demarcação; e finalmente Campinense que mesmo infeliz a finalizar marcou presença atlético na zona frontal do ataque".

Com a equipa a funcionar melhor, atento o referido, e a apoiado por um "punhado de gente moça", o Vitória, finalmente, seria inequívoco. Mendes bisaria antes do intervalo e o jovem Bomba estrear-se-ia a marcar pelo clube que o formara e que, também, era o clube do seu coração.

O Vitória somava os primeiros pontos à quarta jornada do campeonato e iria melhorar, somando uma série de cinco partidas sem perder. Mas, a verdade é que esse ano iria ser menos feliz do que o anterior...

Nota: A fotografia da equipa não corresponde a esse jogo disputado em Aveiro. É sim, uma equipa desse ano...

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