COMO O ORGULHO TERÁ SEMPRE DE SER MAIOR DO QUE A DESILUSÃO, A ALMA SEMPRE SUPERIOR AO TROPEÇÃO

I - Terrivelmente injusto, mas a verdade é que esta equipa B vitoriana já ganhou o essencial. A certeza de continuar a competir na Liga 3 no próximo ano, aliado à confirmação de valores que terão um futuro risonho e serão o futuro do clube. A juntar a isso, a ideia de jogo atraente, desinibida, capaz de olhar sem medos qualquer oponente, independentemente do seu estatuto ou qualidade.

II - Hoje, frente ao Belenenses sem o seu capitão, Hugo Nunes, e o desequilibrador Gui Paula, a jovem equipa de Gil Lameiras entrou em campo a perder. No primeiro minuto! Graças a um canto bem cobrado pela equipa do Restelo e os Conquistadores a sofrerem um dissabor.

Poderia ser o dínamo para uma manhã de pesadelo para o Vitória, mas foi o despertador a tocar para 90 minutos de alta voltagem, qualidade, imprevisibilidade, e alma... no fundo, tudo aquilo que ansiamos em vislumbrar em jogadores que levam o Rei no peito.

III - Por isso, a primeira parte seria um intenso monólogo ofensivo vitoriano. Alugou-se meio campo e as oportunidades foram surgindo. Verdade que, neste período, o Vitória esteve perdulário Miguel Nogueira poderia ter empatado, mas a certeza principal é que os meninos eram capazes de se bater olhos nos olhos com um histórico no futebol português. Um elemento da nobreza, que durante muitos anos, lutou olhos nos olhos com a equipa principal dos Conquistadores.

IV - A segunda metade foi lançada nas mesmas bases. Com o Vitória a dominar. A carregar. A tentar chegar ao golo que empatasse o desafio. Haveria de suceder numa grande penalidade apontada pelo lateral esquerdo, Chico, que se confirma como mais um bom valor a despontar.Justo, merecido e mais justo seria o segundo golo num belo movimento de Miguel Nogueira. O Vitória era uma cartilha de bem jogar, baseado na imprevisibilidade do marcador do segundo tento e na classe de Zeega, que jogou e fez jogar... e que bem que jogou a equipa de Gil Lameiras.

V - A perder, óbvio era, que o Belenenses ia carregar. Dar tudo, pelo menos, para chegar ao empate. Teve as suas oportunidades, é verdade. Mas, nunca, em momento algum, os jovens vitorianos deixaram de procurar o terceiro golo. Podiam tê-lo feito por mais de uma vez, o que acabaria com o desafio. E, quando o adversário se acercava da sua área, o espírito de sacrifício, a alma e uma brutal defesa do guarda-redes Gui Cardoso (digna do inesquecível Jesus pelos reflexos apresentados) pareciam garantir que a manhã iria ter um epílogo feliz.

VI - Até que no último lance da partida, já para lá dos cinco minutos dados pelo árbitro, que em caso de dúvida prejudicou sempre o conjunto vitoriano, chegou o empate.Mais uma vez fruto de um canto, a deixar muitas dúvidas se o guardião vitoriano foi impedido de chegar à bola dentro da sua pequena área, mas a ser validado. Cruel, imerecido, e absolutamente penalizador para a excelência apresentada durante a partida.

VII - Assim, a partida terminava com um empate a dois. Segue-se a viagem a Santarém, para encontrar a União, numa partida em que destes meninos só se pedirá o que nos têm dado e servido para nos encantar: qualidade de jogo, espírito de missão e ambição... o resto será a certeza que estão a ganhar um futuro que, a continuar assim, terá obrigatoriamente de ser imensamente feliz!

VIII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE...

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