COMO, DEPOIS DO APAGÃO, DURANTE QUATRO MINUTOS FEZ-SE LUZ…

I - Os apagões no estádio do Vitória parecem estar na ordem do dia. Depois daquele inusitado frente ao Moreirense que durou cerca de 14 minutos, este foi mais prolongado… durou 45 minutos, toda a primeira parte, em que a equipa Conquistadora simplesmente pouco ou nada fez, questionando-se mesmo se entrou em jogo.

II - Na verdade, pouco ou nada ajudou a entrada infeliz e desconcentrada da equipa, que pareceu desunida, desligada, com pouca confiança e sem perceber o que se passava em campo. Ora, assim sendo, os amadorenses desperdiçaram uma oportunidade de golo logo de entrada, num aviso daquilo que estava para surgir.

III - Seria o golo amadorense num momento duplamente infeliz que surgiu após Abascal ter-se lesionado. Com o jogador uruguaio a ser assistido, Beni desconcentrado a ocupar o seu espaço, a bola colocada nas costas da defesa vitoriana encontrou Paulo Moreira livre para fuzilar Charles… nada podia ser pior para os Conquistadores.

IV - A partir desse momento, o jogo mudou. O Vitória tentou assumir as rédeas do desafio, mas encontrou dois problemas. Gustavo Silva, infeliz hoje, teve duas ou três oportunidades para ser feliz… não o conseguiria, demonstrando que, para além da questão física, também importará ganhar resiliência mental e psicológica.

V - Mas, também a arbitragem de Carlos Macedo merecerá reparos. O árbitro natural de Barcelos, o que desde já nos faz ficar com a pulga atrás da orelha por ser a cidade do Gil Vicente, clube com ambições europeias, quando teve de decidir fê-lo sempre contra o Vitória. Assim foi num lance na área do adversário e num golo anulado aos Conquistadores na sequência de um canto….por, supostamente, não ter apitado! Inaudito, no mínimo…

VI - Assim se chegou ao intervalo com a certeza que os Conquistadores tinham de fazer mais para chegarem ao triunfo. Tinha de se fazer luz! Para isso, Luís Pinto retirou de jogo o inoperante Camara e o infeliz Gustavo para lançar na peleja Nélson Oliveira e Telmo Arcanjo, o que, de imediato, surtiu efeitos.

VII - O Vitória entrou a todo gás na segunda metade. A empurrar o adversário. A acercar-se, finalmente, com critério, da baliza de Renan Ribeiro, obrigando-o a aplicar-se. Fê-lo por duas vezes de modo declarado, levando o guardião brasileiro a realizar duas intervenções de elevado grau de dificuldade.

VIII - Até que chegamos aos quatro minutos da felicidade vitoriana. Num lance de insistência, a ponta da bota de Balieiro impeiria o esférico para as redes contrárias, ampliando o manancial de confiança dos homens de Luís Pinto.

E, se o empate estava conseguido, logo de enfiada chegaria o segundo golo numa jogada bem urdida concluída por Diogo Sousa. O seu primeiro tento pela equipa A vitoriana iria ter o condão de garantir um saboroso triunfo!

IX - A partir daí, o Vitória respiraria. Geriria os proventos do que alcançara, sem grandes sobressaltos. Ainda terá havido uma jogada na área em que Saviolo foi rasteirado na área, mas em que, novamente, Carlos Macedo fez vista grossa…

X - O Vitória vencia e ganhava fôlego para o jogo que não se joga. Ganha-se. Três saborosos pontos para embalar para um desafio apaixonante, que chama a atenção do país e que incendeia as bancadas… o derby do Minho em que esperamos que se repita o resultado da temporada passada.

XI - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE…

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