Fangueiro, no final daquela temporada de 2002/03, já era um valor consolidado no futebol português.
Com efeito, o ala/extremo vitoriano fizera a sua segunda temporada consecutiva com uma dezena de golos no seu curriculum, pelo que já era tido como uma pedra imprescindível para o treinador Augusto Inácio, mesmo que, por algumas vezes, fosse utilizado como arma secreta, lançado a partir do banco de suplentes.
Contudo, as suas qualidades davam nas vistas. Tanto, que como contou à entrevista ao jornal Expresso de 16 de Novembro de 2019, esteve com um pé no Benfica, numa mudança que lhe iria permitir melhorar a sua situação financeira, mas também a do Vitória.
Na verdade, como contou, a negociação conheceu entraves, devido à tenacidade negocial de Pimenta Machado, sempre disposto a bater o pé para aumentar o valor das transacções referentes a jogadores do Vitória. Como o próprio referiu, ".... tinha pedido um valor ao Benfica que ficou acordado mas mais tarde pediu um bocadinho mais."
Apesar disso, o jogador acreditava que iria mesmo mudar-se de armas e bagagens para Lisboa, pois "eu tinha falado com o responsável pelas contratações na altura, o António Simões, que me disse estar tudo acordado."
Todavia, tal não se concretizaria. Com tantos avanços e recuos, o Benfica apostaria noutro atleta. Vimaranense e vitoriano, mas que nesse ano, a actuar na mesma posição de Fangueiro, brilhara no Moreirense. Alex, "Alex (...)também estava a fazer um ano espectacular, o Benfica não tinha de pagar nada por ele." Por isso, mas como a "negociação por mim estava no “é hoje, é amanhã, é depois...”, o negócio ruiria, continuando Fangueiro no Vitória na época seguinte, que seria a sua última de Rei ao peito.
Não obstante o prazer e a dedicação com que sempre representou o Vitória, o jogador não teria problemas em assumir que este facto foi " a maior alegria e frustração tem a ver uma coisa com a outra. Estive muito próximo, mas mesmo muito próximo, posso dizer que só faltou a assinatura, de representar o Benfica."
