COMO O ANÚNCIO DE UM JOGO NOS REMETE PARA UMA HISTÓRICA DIGRESSÃO AOS ESTADOS UNIDOS, ONDE O VITÓRIA FEZ O QUE MAIS NENHUMA EQUIPA TINHA CONSEGUIDO....


  

Naquele defeso de 1967/68 o Vitória empreendeu uma histórica digressão aos Estados Unidos.

Numa digressão em que a equipa se desdobrou em jogos como escreveu o jornal do Vitória de Julho de 1968, para todo o sempre ficará a memória do duplo embate perante os Astros de Fall-River, um conjunto de grande prestígio em Terras de Tio Sam, composto exclusivamente por atletas brasileiros e que nunca perdera qualquer partida contra equipas do continente europeu.

Estes factos eram reforçados pelo órgão noticioso vitoriana que escrevia que "a equipa dos Astros não é uma equipa qualquer - de alguns curiosos americanos que decidiram empregar o seu tempo a dar pontapés na bola." Assim, como dissemos, da totalidade dos seus quadros constavam jogadores brasileiros e, mais do que isso, já "se sujeitou a muitos confrontos internacionais com equipas da Europa e que neles nunca havia sido derrotada."

Porém, perante um estádio cheio e com muitos portugueses na bancada, o Vitória triunfaria por duas bolas a zero, tornando-se "na primeira equipa europeia a derrotar os Astros."

Perante a excelência do resultado, "daí resultou o segundo jogo - um jogo desforra que a equipa americana pretendeu em tentativa de rectificar a sua derrota do primeiro jogo."

Contudo, em mais uma exibição colectivamente extraordinária, os Conquistadores adiantar-se-iam no marcador, sofreriam o empate, mas acabariam por atingir, novamente, o triunfo por duas bolas a uma, o que fazia o jornal do clube reforçar que "atente-se bem, pois, que o Vitória derrotou uma equipa imbatida no seu terreno - e só isso dirá tudo acerca do mérito dos dois primeiros triunfos da nossa equipa."

O Vitória afirmava o seu prestígio do outro lado do Atlântico...

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