A fotografia apresentada enuncia os reforços vitorianos para a temporada de 1971/72. Com efeito, depois do susto que o Vitória sofrera no exercício anterior, ao salvar-se da descida de divisão com um miraculoso empate nas Antas, urgia renovar a equipa, dar-lhe sangue novo.
Assim, chegaram Tito, José Romão, Rodrigo Moura, Jorge Leal e Hélder Ernesto, aqui enunciados da esquerda para a direita, com a missão de voltarem a fazer da equipa que havia sido confiada a Mário Wilson competitiva.
Falemos, nestas linhas, exclusivamente de José Pratas Romão, um bejense contratado com, apenas, 17 anos, residindo nele a esperança de poder reeditar os passos do seu conterrâneo Osvaldinho que fora pescado na mesma cidade e que, por essa altura, era já um dos valores de eleição do clube.
Por isso, para contratar o jovem médio defensivo, o clube não olhou a despesas. Na verdade, na altura foram... 33 contos, o correspondente a 165 euros, pagos ao Despertar de Beja, que fez com que o, então jogador e depois treinador, assumisse que "na altura era muito dinheiro, daí que essa verba tivesse sido a maior de sempre registada até então na história do futebol bejense."
No Vitória só se estrearia à sétima jornada, na derrota por quatro bolas a zero frente ao FC Porto, quando entrou em campo para substituir Rodrigo Moura. Seria o primeiro dos sete desafios que disputou esse ano desportivo, a que se seguiram, apenas, quatro no subsequente, para ter de efectuar um interregno desportivo, o que lhe haveria de custar a carreira.
A justificar essa obrigatoriedade, como o próprio assumiu, "há um marco na minha carreira que me impediu de chegar a patamares superiores do futebol: o serviço militar obrigatório." Segundo ele, "foram anos que assassinaram uma carreira que já perspectivava a todos os títulos notável."
Tanto assim foi, que só haveria de surgir, novamente, no plantel vitoriano na época de 1975/76, segundo a informação recolhida no Portal Zerozero, para abandonar o plantel no final dessa época. Continuaria a carreira em clubes mais modestos, sempre a pensar onde poderia ter chegado... ainda que como treinador chegasse à selecção nacional. Mas, isso será outra história...
