COMO NEM UM ROUBO DE IGREJA, ABALA A NOSSA CRENÇA VITORIANA... NUMA EQUIPA QUE HOJE, APESAR DE NÃO TER VENCIDO, FEZ-NOS SENTIR ORGULHOSOS DELA!

I - Mais do que a indignação, o orgulho. O Vitória pode não ter o talento de outros anos, mas tem uma alma que o faz lutar, correr e sofrer 90 minutos, acreditando até ao derradeiro momento que pode ser feliz. Longe vão os tempos da equipa que soçobrava ao primeiro golpe, que caia psicologicamente a pique e que jamais se levantava... o espírito de grupo está fortíssimo e isso será meio caminho andado.

II - Porém, não há nenhuma equipa do mundo que resista a lutar contra quem deve estar no campo de modo imparcial, mas que, durante 90 minutos, a prejudica constantemente. Anzhony Rodrigues, o árbitro madeirense de 37 anos e com pouco a esperar da carreira de árbitro, terá sido o elemento mais destacado em campo, prejudicando claramente os Conquistadores...

III - Não se pense que falamos em ajudinhas que camuflam muitas crises por aí e permitem a alguns emblemas, que muito investiram, escalarem na tabela. Mas, a verdade é que na Liga da mentira, que é a portuguesa, o que hoje aconteceu foi muito mau. Com efeito, três grandes penalidades sonegadas ao Vitória, sendo que aqui apresentamos a última, com a complacência do VAR que deve ter estado mais atento à novela vespertina e um lance pleno de má fé em que não deixou o jogador vitoriano finalizar para depois poder ter o apoio do VAR demonstram o quilate da intervenção do juiz da partida. Se a isto juntarmos a complacência com o constante anti-jogo da equipa visitante, premiado com escassos seis minutos de desconto, estará descortinada a razão do Vitória não ter sido feliz esta noite... ainda que tenha somado mais um jogo sem conhecer o sabor da derrota.

IV - Não se pense, contudo, que a exibição Conquistadora foi brilhante. Terá faltado mais algum arrojo, mais algum poder de fogo e agressividade no último terço. Mas, a verdade é que o jogo manteve-se irritantemente embrulhado por quem o devia simplificar, o juiz. Manteve-se fechado porque não houve interesse em abri-lo, ajuizando-o devidamente.

V - Acresce, ainda, os mitos construídos pela imprensa portuguesa, consoante os interesses. Foi vendido que o Gil Vicente jogava muito futebol, com princípio de jogo inabaláveis e de mentalidade positiva. Ora, se o que se viu merece elogio, comprova-se que em Portugal a excelência anda pelas ruas da amargura. Simplesmente, viu-se uma equipa de mentalidade pequena, a não querer perder e a apostar no famigerado anti-jogo.... com a complacência de quem deveria pugnar para que tal não ocorresse.

VI- Porém, uma coisa será certa. Nesta ficção trágico-cómica que é a liga portuguesa um denominador comum parece existir. A intenção de prejudicar os interesses do Vitória, como sucedeu no final da temporada passada frente ao Farense, nomeando árbitros de reduzida expressão no futebol nacional, cujos erros passam quase despercebidos à grande maioria, permitindo-lhes seguir em frente na sua missão...

VII- Assim, o momento mais bonito da partida foi a homenagem aos jovens campeões do mundo Santi Verdi e Martim Zeega. Merecem todos os aplausos que lhe foram tributados, na certeza que no futuro serão credores de muitos mais... farão, certamente, parte de belas histórias Conquistadoras!

VIII - Segue-se, agora, a partida em Vila do Conde, frente ao Rio Ave. Qualquer conjectura, atendendo ao que vimos hoje, poderá ser precipitada. Esperamos, acima de tudo, que se o Vitória não vencer, tal suceda pelo facto de o adversário se ter superiorizado. Acima de tudo, isso...

IX- VIVA O VITÓRIA SEMPRE....

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