Tinham sido 17 temporadas de Rei ao peito...
Artur vestira a camisola do Vitória desde os escalões de formação, ainda na década de 50, para com ela chegar a sénior e afirmar-se como parte da história do clube.
Uma segunda pele confirmada pelos 202 desafios na equipa principal vitoriana, num sonho de menino transformado em realidade de modo altissonante e indiscutível.
Por isso, no dia 04 de Dezembro de 1976, já veterano, na sua última época no Vitória, mas sem sequer ser utilizado pelo treinador Mário Wilson, teve direito ao mais do que merecido reconhecimento: uma festa de homenagem que compreendeu uma partida entre a sua equipa de sempre e o FC Porto.
Apesar da chuva e do frio, tão próprios daquela altura do ano, e tal como escreveu o Notícias de Guimarães de 10 de Dezembro desse ano, "Artur, que foi sempre um atleta brioso e digno, dando tudo que tinha dentro de si para honrar a camisola do clube da sua terra, que sempre serviu devotadamente, viu com este jogo consagrado todo o seu esforço, recebendo as homenagens do Clube e do povo, da sua cidade e concelho."
Para a história, também, ficou "o resultado que era o que menos interessava" e que ditou que a equipa composta por Rodrigues (Barreira); Torres (Queirós), Ramalho (Célton), Alfredo, Pedroto (Zequinha); Abreu, Almiro, Ferreira da Costa (Faustino); Bilhó, Pedrinho e Abreu II sair derrotada por duas bolas a uma, de pouco valendo o golo de Pedrinho.
Mais do que tudo, importava celebrar um exemplo de dedicação à causa vitoriana...e isso fora plenamente conseguido!
