No século XIX, em Itália, um compositor haveria de marcar encontro com a eternidade. Era Giuseppe Verdi que acabava de compor a La Traviata, que seria uma ópera que haveria de entrar na eternidade da história da música.
Passaram mais ou menos 150 anos... Nos escalões do Vitória, com seis anos, surgiu um menino que, como tantos da sua idade, tinha o amor à bola e o sonho de chegar longe graças a ela. Além disso, tinha talento... muito talento, a ponto dos Conquistadores jamais deixarem que o pequeno fafense partisse. Era Santiago... Verdi e capaz de, em campo, pegar na batuta e gizar belas melodias. Um compositor, mas de árias futebolísticas.
Além disso, desde sempre demonstraria o carisma dos que marcam daqueles que passam indiferentes. Maduro para a idade, faz da braçadeira de capitão na camisola uma objecto quase inseparável e foi com ela que levantou o troféu de vencedor do Torneio Lopes da Silva em 2022 pela AF Braga.
Mais do que isso, comprova que no Vitória, para além de jogadores de qualidade prometedora, formam-se homens. Para além de um jogador com o futuro pela frente, poderá ser o que quiser, para além de futebolista. Extraordinário estudante, com média acima dos 17 valores, um ano acima do ano que deveria frequentar, Verdi até por isso será um exemplo para os seus colegas, para aqueles que olham para o futebol como justificação para uma ou outra "balda".
Por todos esses factores, é das maiores esperanças vitorianas para o futuro. Com 17 anos, já se bate no meio campo com veteranos de barba rija na Liga 3, com a esperança de que o futuro possa ser dele.
Voltemos ao seu homónimo italiano que ficou na história. O jovem vitoriano, também, já está na do clube ao tornar-se no primeiro jogador da história dos Conquistadores a capitanear uma selecção nacional portuguesa, ainda para mais num Campeonato Mundial... e quem sabe, se daqui a umas semanas, ainda estará a fazer mais história? Mas, não queremos antecipar cenários, para não dar azar!
