COMO PEDRAS, O "ZÉ RUSSO", TOMOU UMA OPÇÃO QUE HAVERIA DE FICAR PARA A ETERNIDADE VITORIANA...

 

Já aqui escrevemos que a aventura de Pedras no campeonato europeu de sub-18 fora um êxito.

O jovem vimaranense e vitoriano já tinha lugar na história. Com efeito, fora o primeiro internacional de sempre do clube, orgulho que poderia ter sido de Silveira, convocado pouco tempo antes para a equipa principal das Quinas para um particular com a França, mas que não seria utilizado.

Pedras, o Zé Russo, alcunha que transportava desde menino, não. Pedra fulcral da equipa júnior de Todos Nós, até marcara dois golos no desafio de atribuição dos terceiros e quartos lugares frente à Áustria. Um talento a encher de orgulho todos os vitorianos e a merecer uma homenagem no seu regresso de tão sublime epopeia.

Por isso, como escreveu o jornal Notícias de Guimarães de 08 de Maio de 1960, o jogador "teve no passado Domingo a sua consagração no Campo da Amorosa, onde actuou pela primeira vez após o regresso da Áustria, promovida pela Direcção do seu Clube e pela sua Comissão de Auxílio e à qual se associaram os adeptos do Vitória, satisfeitos e bem justificadamente."

Ser-lhe-ia ia "...ofertada uma valiosa salva de prata comemorativa", enquanto ele que entrara em campo com a camisola que envergara no torneio de selecções, tirá-la-ia para entregar "ao seu clube (...) que ficará na galeria de troféus do Vitória, guardada como objecto de alta valia."

A peça que, ainda, hoje permanece no Museu Edmur tinha por trás de si uma curiosa escolha. No final do torneio, haviam-lhe dado a escolher entre um prémio de 250$00 ou fazer sua a camisola que usara. Optaria pela segunda hipótese, entrando com ela no seu campo, como a fotografia documenta, para a entregar ao Vitória...para todo o sempre!

 

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