COMO O VITÓRIA PROSSEGUIU NA TAÇA, AINDA QUE AS DÚVIDAS CONTINUEM A SUPERAR AS CERTEZAS…

I- Mais do que o jogo, a festa da Taça. Na verdade, dos 6116 adeptos presentes mais de 10% eram adeptos do Mortágua, emblema actualmente classificado na sétima posição da sua Série do Campeonato de Portugal.

E isso, deverá fazer-nos reflectir. É verdade que em jogos de Taça de Portugal, as assistências são mais reduzidas… mas, tal, também, será sinónimo do errante percurso vitoriano no presente ano. E, por isso, a merecer que percamos algum tempo a pensar nas razões para tal ocorrer…

II - Luís Pinto continuou a trilhar o seu caminho de dúvidas. Começou a época a jogar em 3-5-2, experimentou o 3-4-3, passou para o 4-3-3 e hoje apresentou um 4-4-2 em que Camara e Nelson Oliveira fizeram dupla de ataque. Continua o caminho percorrido às apalpadelas, feito de tentativas, de alterações e de constantes incertezas… com um terço de campeonato decorrido!

III - O Vitória não entrou bem no jogo. A parecer acusar a pressão de vencer, perante um adversário que tudo o que fizesse seria merecedor de justos aplausos. Por isso, a primeira meia hora de jogo foi difícil para os Conquistadores. Apesar de algumas oportunidades criadas, como consequência da óbvia diferença de valores entre as equipas, a verdade é que a equipa vitoriana esteve lenta, pastosa e sem ideias… a expor-se aos assobios da bancada, com o seu vice-presidente a ter de levantar-se do banco para acalmar a equipa.

IV - Até que Fábio Blanco aproveitou um bom movimento colectivo para quebrar a resistência adversária. Era o despoletar de um imenso suspiro e a certeza que, provavelmente, o mais difícil estava feito.

V - E, assim, seria. Ainda que a primeira parte terminasse sem mais história e a segunda, inicialmente, alinhasse pelo mesmo pachorrento diapasão, a verdade é que foi nesta que se assistiu ao momento mais desequilibrador do jogo: a entrada do belga Noah Saviolo.

VI - Seria com as suas arrancadas, esticões e dribles que o Mortágua quebraria completamente a nível físico. E, com isso, o jogador teria papel determinante no avolumar do resultado… tendo papel exaltante para Nélson Oliveira regressar aos golos e Arcanjo e Lebedenko molharem a sopa… no fundo, uma consequência lógica da diferença de valores entre as equipas!

VII - Terminava a partida, com a lei do mais forte a prevalecer. Mas, a verdade é que continuará a ser necessário fazer mais para progredir… e despertar entusiasmo aos adeptos, que parecem, cada vez mais, desconfiar das potencialidades do conjunto Conquistador e das ideias do homem que está ao seu leme.

VIII - Segue-se na próxima Sexta-feira o regresso ao campeonato frente ao AVS SAD. Um desafio que só admite um resultado, até por ser contra o último posicionado na liga principal e que, ainda, não conheceu o sabor do êxito no presente exercício… mas, com a certeza, que é necessário fazer muito mais!

IX - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE… E parabéns ao Mortágua e à sua extraordinária massa adepta, plena de paixão e de fair-play. Foi autora dos mais belos momentos da tarde no D. Afonso Henriques… 

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