COMO A GRANDE ESPERANÇA PARA 2013 CHEGOU A GUIMARÃES COM UM PESADO FARDO, SUSCITANDO POLÉMICA MESMO DEPOIS DE PARTIR...

Soudani e Baldé tinham sido as grandes lanças do ataque de Rui Vitória naquela inesquecível temporada de 2012/13. Goleadores, sempre prontos a semear o pânico nas áreas contrárias, para além de instrumentais na inesquecível conquista da Taça de Portugal, despertaram a cobiça de outros emblemas.

Haveriam de partir, respectivamente, para o Dínamo de Zagreb e para o Celtic de Glasgow por quantias que terão ficado aquém do esperado, ainda para mais para um clube que se debatia com gravíssimos problemas financeiros.

Independentemente disso, urgia substitui-los. Uma das grandes apostas para tal recaiu numa potencial estrela que tardava em afirmar todo o seu potencial. Falamos de Moussa Maazou, um internacional nigerino, que na fotografia que apresentamos posa com o terceiro equipamento vitoriano. Com efeito, depois de ter dado nas vistas nos belgas do Lokeren, seria contratado pelos russos do CSKA Moscovo a troco de 5 milhões de euros. Era tido como a grande estrela emergente do futebol africano, mas a verdade é que teria dificuldades em singrar. Assim, seria alvo de sucessivos empréstimos ao Mónaco, ao Bordéus, onde foi considerado o pior jogador do campeonato, ao Zulte Waregem e ao Le Mans, antes do seu contrato findar.

Por isso, tentaria ser feliz na Tunísia no Etóile du Sahel, antes de surgir a oportunidade de ingressar no Vitória. Uma oportunidade que, segundo o jornal Mais Futebol de 16 de Julho de 2013, surgiu a pedido de Rui Vitória que desejava contar com o jogador e rentabilizá-lo de modo a que fosse uma mais valia para o Vitória, sendo que para tal sucedesse o jogador rescindiu o seu vínculo contratual com o emblema tunisino, alegando salários em atraso, o que haveria de gerar no futuro muita polémica.

No Vitória o avançado teria uma entrada fortíssima, a parecer querer comprovar todos os predicados que se lhe anteviam. Assim, bisou na jornada inaugural frente à Olhanense e marcou golos nas duas primeiras jornadas da Liga Europa, frente aos croatas do Rijeka e em Lyon perante grande falange de apoio vitoriana.

Depois, eclipsar-se-ia...perderia influência... ao ponto de no resto do campeonato, apenas, apontar mais dois golos. Assim, apesar de ter sido apresentado com os restantes companheiros para a temporada 2014/15, haveria de ser dispensado, confirmando, como escreveu o Mais Futebol que "desagradado com as várias propostas que tinha em carteira vindas do estrangeiro, a ambição de Maazou era regressar ao futebol francês, pelo que a desmotivação do avançado foi evidente nos jogos de pré-temporada. "

Acabaria por isso no Marítimo. Contudo, já a meio da época seguinte, já a jogar na China, surgiria a notícia que não se pretendia. Como escreveu o Record de 11 de Fevereiro de 2015, "A FIFA condenou Maazou e o V. Guimarães a pagarem 450 mil euros ao Étoile Sahel pela transferência do nigerino para o Berço, em 2013/14." Na verdade, o motivo alegado pelo jogador para rescindir o seu contrato com o emblema que representava antes de chegar ao Vitória fora considerado infundado, pelo que os Conquistadores seriam condenados a essa multa... de pouco valendo o lucro de 300 mil euros que tinham obtido com a sua transferência do Marítimo para o futebol asiático por 1,5 milhões de euros, por deterem 20% dos seus direitos económicos.

Onde poderia ter chegado Maazou...

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