Aquela temporada de 1949/50, sob o comando do húngaro Janos Biri, haveria de ser muito difícil.
A comprovar isso, o facto de o Vitória até à oitava jornada desse exercício só ter sido capaz de triunfar em um jogo... ainda que tal êxito fosse saboroso, por ter sucedido contra o eterno rival minhoto, naquele dia 30 de Outubro de 1949.
Perante, como escreveu o jornal Notícias de Guimarães de 06 de Novembro desse ano, "milhares de desportistas que de toda a região acorreram no Domingo à Amorosa", assistiu-se a "uma partida excelente em todos os aspectos."
Apesar disso, atendendo que o factor casa neste tipo de jogos tem sido determinante, "a favor do triunfo do grupo visitante - vencedor do Vitória nos dois encontros do torneio inicial da época presente - inclinava-se boa parte da opinião dos circunstantes...". Contudo, em Guimarães haverá sempre de mandar o Vitória e naquela tade tal facto não seria excepção.
Com efeito, a equipa composta por Silva; Ferreira, Francisco Costa; Cerqueira, Armando Ramos, Martim Magalhães; Teixeira da Silva, Miguel, José Brioso, Franklim e Custódio "fez uma exibição impecável" e "pôde pelo menos demonstrar que é claramente adversário para ter em conta seja por quem for."
Deste modo, apesar do rival ter-se adiantado no marcador, o bis de Custódio e o golo de Teixeira da Silva serviram para selar um delicioso êxito, "e vá de dizer-se até que se o ataque do Vitória tem sabido aproveitar todas as ocasiões soberanas de que dispôs - com chamada especial para Teixeira da Silva - os tentos conseguidos poderiam ter ido ao dobro...", num claro sinal da superioridade Conquistadora.
Por isso, em Guimarães, respirava-se de alívio, concluindo-se que tal vitória "veio mostrar a razãos daqueles muitos seus adeptos que não se exasperam com os primeiros golpes adversos e antes mostram saber aguardar e confiar..." Contudo, a época seria (mesmo!) terrível, com o Vitória a salvar-se da despromoção graças ao triunfo sobre o Estoril na penúltima jornada... mas, isso já será outra história...
