Carlos, guarda-redes vitoriano dos finais da década de 40 e inícios da de 50 do século passado... alguém terá ouvido falar?
Um guardião que passou incógnito pelos Conquistadores, primeiro na sombra do lendário Machado e, depois, de Silva. Tão incógnito que, em quatro temporadas de Rei ao peito, fez, apenas, 15 jogos.
Porém, viverá para sempre numa primeira página. Quando formos vasculhar ao baú das velhas Stadium, tão em voga nesses anos 40, lá estará o guardião em voo felino, numa partida contra o Benfica, referente à época de 1947/48, que os Conquistadores perderam por três bolas a zero.
Antes, houvera actuado contra o Sporting com os Conquistadores a serem desfeiteados na Amorosa por quatro tentos sem resposta. Um registo a comprovar a infelicidade de um homem que só em dois dessa dezena e meia de jogos em que defendeu as redes vitorianas não sofreu golos.
Apesar disso, será eterno na primeira página de uma revista...e, isso, ainda para mais naquele tempo, será de valor inestimável... e capaz de o tornar vivo até aos dias de hoje!
