COMO NAQUELA NOITE CHUVOSA, AUTUORI TERÁ TIDO UMA DAS SUAS RARAS ALEGRIAS NO SEU REGRESSO AO VITÓRIA...

A temporada de 2000/01 foi um tremendo fracasso.

A aposta de Pimenta Machado em Paulo Autuori revelou-se um autêntico malogro, com o treinador brasileiro, com carta branca para remodelar a equipa, a manifestar-se incapaz para a colocar nos lugares cimeiros da tabela.

Na verdade, depois da derrota na jornada inaugural em Braga muito por culpa da nefasta arbitragem de Lucílio Baptista, jamais os Conquistadores se ergueram, ainda que os dois triunfos na terceira e quarta jornada da prova, em casa do Alverca e no D. Afonso Henriques, perante o Gil Vicente parecessem ser o detonador perfeito para uma prova de acordo com os pergaminhos vitorianos.

Todavia, o pior viria depois...cinco jogos sem triunfar e os Conquistadores em profunda crise existencial, dubitativos da sua capacidade e desesperados por um triunfo que os voltasse a colocar nos trilhos esperados.

Assim, aquela partida frente ao Estrela da Amadora, disputada numa chuvosa noite de Sexta-feira, dia 05 de Novembro de 2000, era vista como determinante para a equipa acertar o passo, ainda que pela frente o conjunto estrelista, com Carlos Brito como novo treinador no banco, em substituição de Quinito, também olhasse para o desafio com necessidade de vencer.

Porém, nessa noite a equipa composta por Tomic; Abel, Márcio Theodoro, Paulão, Rogério Matias; Paiva, Paulo Gomes, Pedro Mendes; Congo, Sérgio Júnior e Maurílio, como escreveu o jornal do clube de 07 de Novembro de 2000, foi capaz de presentear os presentes no estádio com um "Vendaval de Futebol."

Na verdade, o Vitória realizaria "uma exibição de luxo" e "deitou para trás das costas toda a tremideira inerente às contrariedades que a vinham apoquentando", demonstrando algo que "em tais circunstâncias, apenas está ao alcance de equipas fortes física e psicologicamente."

Deste modo, depois do colombiano Congo, logo, aos 4 minutos, ter disparado "um foguete", "que por só muito pouco errou o alvo." Era o sinal do que aí vinha e que seria desencadeado por um dos quatro golos que Sérgio Júnior apontou nesse exercício. Deste modo, "arrancou forte pelo lado esquerdo, deixou nas covas quem ousou segui-lo e já dentro da área, descaído sobre lado esquerdo, fuzilou a baliza de Tiago." Era o sinal que o Vitória voltaria a ser feliz, o que haveria de ser comprovado no arranque da segunda metade com mais um tento de Sérgio Júnior e um bis de Congo, permitindo que a equipa, depois disso, presenteasse os adeptos com uma "espécie de serenata à chuva (...), a jogar a toda a largura do campo, obrigando os esforçados adversários a correrem atrás de bola sem lhe conseguir tocar..."

Tudo parecia que iria melhorar... mas bastariam mais duas derrotas, ainda que com goleadas, no Boavista e em casa frente ao Benfica de Mourinho para o chicote estalar...a segunda passagem de Autuori pelo Vitória acabava mal!

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