Provavelmente, no início da época ninguém alvitraria aquele inesquecível ano.
Sob o comando do Mister Manuel Cajuda, depois da cavalgada imparável na segunda volta da Liga 2 do ano anterior, aos Conquistadores pedia-se um campeonato sem os erros que tinham levado a equipa a passar um ano inferno.
Porém, estes homens a todos surpreenderam… aliás, ficaram e, provavelmente, estarão para sempre na história do futebol português como a equipa recém-promovida que melhor classificação alcançou no ano de entrada na Liga principal.
Foi o ano das defesas fantásticas de Nilson. Do entendimento superlativo de uma dupla de centrais com cara de menino mas que transpirava classe: Sereno e Geromel. Da melhor época da carreira de Flávio Meireles, a âncora de uma equipa tal trabalhadora quanto genial. E se falamos em génio, o que dizer da imprevisibilidade goleadora de Kamel Ghilas? Ou das bolas milimétricas que saiam do “pé esquerdo com olhinhos” de Desmarets? Ou, ainda, deveremos recordar a códicia goleadora de Fajardo. Ou, o trabalho incessante na frente de ataque do malogrado Mrdakovic e, na segunda metade da época, de Roberto…
Mas, nas bancadas foi, também, um ano inesquecível. As deslocações acompanhadas pelo surgimento do cântico “Aconteça o que Acontecer” até à apoteose final no Toural, após o triunfo por quatro bolas a zero contra o Estrela da Amadora, e a certeza da entrada na pré-eliminatória da Liga dos Campeões!
Quem viveu, jamais esquecerá…
