Pensamos escrever antes da partida de hoje com o Braga B.
O eterno rival...
Mas, preferimos esperar. Resolvemos fazê-lo após uma partida que o conjunto secundário vitoriano não vencesse. Porque, mais do que o resultado, estarão sempre os princípios, a filosofia e a personalidade que se imprime a uma equipa durante os 90 minutos e como se é capaz de entrar na mente dos jogadores, moldando-lhes a mentalidade.
Gil Lameiras no Vitória tem sido isso tudo. Um treinador que, no ano passado, tinha o seu capitão de equipa mais velho do que ele, mas que nem por isso deixava de ter a equipa na mão. Que confiava cegamente nas suas directrizes. Que entrava em campo com o guião completamente definido, sem dúvidas, sem concessões... simplesmente com confiança nas instruções do líder, que, também, parece jamais titubear no plano de jogo.
Mais do que isso, a vontade de vencer. Com o jovem técnico vitoriano há muitas condicionantes. O facto de ser uma equipa jovem, de poder perder jogadores jornada após jornada para a equipa A. Que o sucesso dos seus rapazes poderá colocá-lo a si em risco, por estes poderem saltar para o conjunto principal, depauperando o seu conjunto.
Já, hoje, sucedeu isso. Sem os Nogueira, o médio Gonçalo e o avançado Miguel, que eram a sua pedra de toque já há mais de quinze dias, mas também sem o médio defensivo Rika Rocha, não arranjou desculpas... procurou soluções, tal como sucede desde 2017/18, altura em que chegou ao Vitória para treinador adjunto dos sub-9.
Soluções essas, que o levaram no final a frisar a vontade de ganhar, apesar de todas as vicissitudes das equipas B, percebendo claramente o que é ser Conquistador, o que é ser Vitória. Não temos dúvidas, ainda que não saibamos quando... Gil Lameiras é um fortíssimo candidato para, um dia, ser treinador da equipa principal vitoriano, cumprindo um percurso ascendente da base ao topo...não é assim que se prova o talento?
